Frase de Thayná Andrade Silva Barreto
Aquela vez em que morri Hoje reparei que perdi Perdi meu eu e não percebi Perdi a chama de vida que alimentava meus devaneios Entre uma palavra e outra De uma hora para outra Emudeci Revivendo [ou imaginando] meus anseios E muda, estive dia após dia Água gotejou na pia Mato cresceu no passeio Criançada se ria Noite era tarde Madrugada era dia Cama-sela Quarto-cativeiro E tudo sempre se repetia Inércia cheia de agonia De quem não descansa De quem não se entende Talvez eu me amasse Mas de repente Um dia vim E meu eu não veio Uma hora eu iria me reaver E que beleza é perceber Que naquela vez eu morri Que chorei, que sofri Mas sou capaz de renascer E escrever sobre o que aprendi Aquela vez em que morri Tornou verdade o meu viver
No pensador.ai desde