Pular para o conteúdo

Frase de j g araujo

"Oração" Eu que não tenho deus, eu que não tenho crenças Eu que não tenho santos, Desde que te vi, Todas as noites à hora de me deitar Cerro os olhos e penso em ti... E todas as noites, desde então Sem querer Sem notar, A minh`alma em meus lábios começa a rezar... Todas as noites, à hora de dormir, Digo o cântico dos cânticos da minha oração... E quantos terços rezo em teus lábios, enchendo-os De rosários de beijos No altar onde te vê minha imaginação... Todas as noites, Nas horas doces em que me abandono Como à espera do sono, Em minha estranha liturgia Tomo-te entre os meus braços, triunfante, E penso tudo o que desejo e quero Se fores minha um dia... Eu que não tenho deus, eu que não tenho crenças, De olhos cerrados a esperar o sono Ou fitando as belezas das noites tranqüilas, Também sei rezar... - no meu templo, que tem por vitrais as pupilas, diante da tua imagem toda noite eu digo uma oração de amor antes de me deitar: "Bendita sejas tu entre os meus braços! Bendita a nossa vida pelo nosso amor E bendito, também, O pecado que um dia há de tornar-te minha, E há de unir numa vida as nossas duas vidas... Amém..."

j g araujo

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de j g araujo

" Carnaval " Ela passou na minha vida vazia
Continuar lendo

" Carnaval " Ela passou na minha vida vazia de boêmio e sentimental, como passa num ano de tristeza o relâmpago de alegria do carnaval... Seus braços me envolveram como serpentinas frágeis, de papel, e se romperam coo as serpentinas que se arrebentam quando o vento sopra e se soltam no céu.... Ela passou na minha vida, assim, tal como passa na monotonia de uma existência banal, a furtiva beleza e a loucura de um dia de carnaval !... Nossa história, - o romance desse dia sem ódio, sem despeito, sem rancor, sem ciúme, nem podemos lembrar, teve o destino irreal de toda fantasia e a existência de um jato de lança-perfume atravessando no ar... O nome dela, não sei; ela não sabe o meu, - que importa ? - não faz mal... - Não fôssemos nós dois apenas fantasias não fosse a nossa história apenas carnaval !...

Fim de Romance " O envelope pequeno, cor-de-rosa, a letra fina, trêmula e nervosa
Continuar lendo

Fim de Romance " O envelope pequeno, cor-de-rosa, a letra fina, trêmula e nervosa traçara um nome: o meu... Abrindo-o, tinha as mãos frias, tremendo, e olhos nublados, sem querer, fui lendo o que ela me escreveu: "... Perdoa, meu amor, se és o culpado deste fim de romance, - o teu ciúme por tanto tempo tem me torturado que hoje inquietantes proporções assume. Ele povoou de sombras o meu passado, passado que em tão pouco tempo se resume: alguns anos vazios, e um punhado de sonhos que murcharam, sem perfume. No presente, tornou-nos infelizes... Se te fez desgraçado, a mim também, mas já não quero que te martirizes... É preciso que eu parta e isto te diga perdoa pois quem tanto te quis bem, sou, tua muito desgraçada amiga..." Vinha depois seu nome, vinha um nome que da minha alma o tempo não consome e eu vivo a soletrar, desde a alvorada até que a tarde desce, se de dia é meu canto, é a minha prece à hora de me deitar!...

"Maldade " Tu podes ser igual a todo o mundo teres defeitos mais que toda a gente,
Continuar lendo

"Maldade " Tu podes ser igual a todo o mundo teres defeitos mais que toda a gente, - que importa ? se este amor cego e profundo teima em dizer que te acha diferente ! Para mim (eu que te amo como um louco) os que falam de ti são línguas más, - ah ! todo o amor que te dedico é pouco e é sempre pouco o amor que tu me dás ! Sou a sombra que segue os teus desejos e aos teus pés, numa oferta extraordinária a minha alma vendeu-se por teus beijos... Falam de ti... Escuto-os... Fico mudo... se eu já sei quem tu és... se eu sei de tudo !

" Fim " Nem foi mesmo preciso que você falasse, era um pressentimento antigo dentro de mim,
Continuar lendo

" Fim " Nem foi mesmo preciso que você falasse, era um pressentimento antigo dentro de mim, há muito, na expressão que havia em sua face via que o nosso amor ia chegando ao fim... Hoje, para encontrá-la, eu quase que não vim... Era o medo covarde deste desenlace... E tudo terminou... e foi melhor assim talvez, para você, que tudo terminasse... Nosso amor, - e ninguém há de saber por que, morreu (bem que o sentimos pelo nosso olhar), e não somos culpados nem eu, nem você... E o que é estranho afinal é que tudo acabasse, sem que nenhum de nós falasse em terminar, - e assim como se tudo ainda continuasse...