Frase de Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Tenho o balanço das amendoeiras (mãos extremamente macias), Tempo para escrever poesias (tenho muito o quê cultivar), Tempo para ventar versos..., (para espalhar o meu perfume) E no teu íntimo penetrar. Valsa em mim, não durma! Balançam as amendoeiras, Lá no meio da rua..., Assim sendo infinitamente - tua, Um acorde iluminado pela Lua Ciente de que és o Sol e regente, Das orquestras das orquídeas Dos afetos sem perfídias, Valsa em mim porque me toca Algo mui sublime que plantaste De tal forma que hoje rio à toa. Tenho tempo porque tenho, Tempo e o balanço das amendoeiras, O que há em mim, tem tempo para tudo; Tenho no pulso O relógio do amor, Para mim, o amor não passa E não muda - nunca! Brisa tão mansa, Como a infância, Doce esperança, Mística cândida, Sublime poética De ser trigueira E madrugadeira Que balança Como uma amendoeira. A minha extravagância Tão atemporal, A minha loucura Tão celestial, Nascem do desafio Tal como o vento Cortante, No oceano A desafiá-lo, Sou um mistério Inteiro; Nascido para te desatinar.
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
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