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Frase de Andréia Barros

A gente percebe a ausência mesmo quando o outro ainda está presente. São as famosas presenças ausentes. O triste estado de absência. Estou falando de relacionamentos mecânicos, vividos só por viver. E por mas latentes que sejam as memórias de um doce passado, não são elas que ressoam no recém rasgado elo. Tudo que foi bonito, perde para o que esta por vir. E não existe nada palpável, além da triste certeza de que o amor está acabando. As atitudes somem, gestos se tornam escassos, "eu te amo" passa a ser apenas dito, logo, vai ficando pra depois até ser só lembrança. O abraço não esquenta, o beijo doce vai perdendo o sabor, falta flores em algumas ocasiões, a mensagem de bom dia, o brilho nos olhos e aquela vontade do início apaixonante. Falta calor, arrepios, conversas e o toque do início que dava um tapa na solidão. É quando vão se perdendo cada vez mas, quando o vazio já é de casa, mesmo antes de um adeus. São tempos difíceis onde tudo é banalidade, é efêmero, momentâneo. É tempo de egos, pessoas egocêntricas, um orgulho desmedido que impede admitir sobre o erro ou a vontade, é tão difícil dizer. O silêncio parece ser a melhor opção. Esquecendo apenas que silêncio sufoca e mata qualquer possibilidade de recomeço. Silêncio também ensina, também diz, deixando claro a existência de crises, feridas e frustrações não resolvidas. Caminham para o fim. É onde lembro do grande poeta essencialmente lírico Vinícius de Morais quando escreveu o perfeito poema ausência em 1935 "Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face, teus dedos enlaçarão outros dedos." Um perfeito resumo de quando tudo chega ao fim e a vida precisa seguir. Ortograficamente falando, não cabe mas vírgulas, onde já é ponto final. Querido destino não sei se existe contratempos, ou sua correria diária não permite perceber, existem casais que estão juntos a um tempão sem se pertencer.

Andréia Barros

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Andréia Barros

Quero falar sobre uma batalha diária que é abrir mão de você. É que talvez nunca saiba do tanto que choro de saudades todos os dias ou que toda noite escrevo um texto dizendo tudo que sinto e cancelo em seguida pela falta de coragem. Talvez não saiba do suplício que é lembrar d…
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Quero falar sobre uma batalha diária que é abrir mão de você. É que talvez nunca saiba do tanto que choro de saudades todos os dias ou que toda noite escrevo um texto dizendo tudo que sinto e cancelo em seguida pela falta de coragem. Talvez não saiba do suplício que é lembrar de nós, das incontáveis borboletas no estômago e do desvaneio de ser feliz contigo. Uma esperança vã que é infinitamente bela e insuportavelmenteirreal. Chamo a isso utopia que do grego significa "lugar ou situação que não existe", mas que trás uma alegria. Embora efêmera e momentânea, porém de uma vontade eterna. É uma realidade distante que quando caminho alguns passos ela sempre está adiante. Não imagina as vezes que quis te encontrar em todos os lugares onde estive, e essa necessidade me fez vê teu rosto em tudo que olhei. Embora sempre tropeçando na tentativa fracassada de ti vê chegar. E que tombo, sempre de cara com um chão frio, duro, coberto de poeira e solidão. Não imagina que te bloqueio incontáveis vezes pra não vê sua foto e outras tantas volto atrás porque não aguento tanta saudade. E assim, nessa busca da paz, aproximo meu rosto na timeline, vejo, sinto e logo quero para todo sempre. Não sabe que choro no quarto, no ônibus e na vida pela dor do silêncio e a falta de coragem. E isso talvez nunca irá saber. Afinal, sou amor não vivido e arrependimentos tardios, essa linha tênue que divide as palavras digitadas, apaixonadas e apagadas pela falta da ousadia que todo dia me falta pra ser feliz. E não sei ao certo o que é pior, sofrer calada ou por um NÃO como resposta. Na dúvida optei por amar em silêncio e de alguma forma seguir em "paz".