Pular para o conteúdo

Frase de Florbela Espanca

Simples Fatos É tão difícil calar quando se tem que calar, e falar quando se tem que falar. Abrir e soltar; Falar e pensar. Cantar e sonhar, Parar e tocar. Por pra fora sentimentos contidos Expressar momentos vividos, Cogitar idéias, Trocar matérias, Reviver momentos profundos Impedir ou pedir pra que parem o mundo. Retomar o rumo, Reerguer os muros, Gritar alto, Correr, pular Respirar fundo Voar, andar. Ver a vida passar Esquecer, relembrar. Não olhar para trás, Jamais. Aprender com os erros Sempre. Reclamar, rejeitar Renegar, ressurgir. Esses relatos São simples fatos, Fatos contados, fatos vividos, Fatos mudados, fatos lembrados Isso nos mostra que a vida é feita de Simples fatos. Porém, não tão simples quanto aparentam ser.

Florbela Espanca

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Florbela Espanca

É pensando nos homens que eu perdoo aos tigres as garras que dilaceram.
É noite pura e linda. Abro a minha janela E olho suspirando o infinito céu Fico a sonhar de leve em muita coisa bela
Continuar lendo

É noite pura e linda. Abro a minha janela E olho suspirando o infinito céu Fico a sonhar de leve em muita coisa bela Fico a pensar em ti e neste amor que é teu! D’olhos fechados sonho. A noite é uma elegia Cantando brandamente um sonho todo d’alma E enquanto a lua branca o linho bom desfia Eu sinto almas passar na noite linda e calma. Lá vem a tua agora. Numa carreira louca Tão perto que passou, tão perto à minha boca Nessa carreira doida, estranha e caprichosa. Que a minh’alma cativa estremece, esvoaça Para seguir a tua, como a folha de rosa Segue a brisa que a beija… e a tua alma passa!

És a filha dileta da noss´alma Da noss´alma de sonho e de tristeza Andas de roxo sempre, sempre calma
Continuar lendo

És a filha dileta da noss´alma Da noss´alma de sonho e de tristeza Andas de roxo sempre, sempre calma Doce filha da gente portuguesa! Em toda a terra do meu Portugal Te sinto e vejo, toda suavidade Como nas folhas tristes dum missal Se sente Deus! E tu és Deus, saudade!… Andas nos olhos negros, magoados Das frescas raparigas, Namorados Conhecem-te também, meu doce ralo! Também te trago n´alma dentro em mim, E trazendo-te sempre, sempre assim, É bem a pátria qu´rida que eu embalo!