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Frase de Samuel Vigiano

O LIMITE O limite da terra é o mar O limite da dor é gritar O limite do calor é queimar O que é o “limite”? O limite do corpo é a física O limite dos ouvidos é a música O limite da raiva é chorar O limite do silêncio é falar O que é “limite”? O limite da tinta é o papel O limite da boca é o beijo O limite do chão é o céu O limite do desejo é o ensejo O limite do limite é o verbo O limite do verbo é conjugar O limite do limite é conjugar o verbo amar.

Samuel Vigiano

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Pensador.com

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SER /ESTAR – POETA Ao poeta cabe tudo Às vezes, também nada… Diria que na maioria das vezes, é nada. Às vezes lembra um palhaço do circo do terreno baldio… Esse, mesmo de alma triste, sorri de rosto alegre. Cabe ao poeta acender a luz onde tiver escuro, Saciar a fome daqueles que querem comer, palavras… Matar a sede daqueles que precisam de vinho, Matar sua própria alma para ver se ela nasce novamente… Fazer rimas não é necessário… Por que a poesia da vida, nem todos conseguem ler. Nem todos conseguem ver, Ou sequer, saber escrever… Escrever a cada momento, cada segundo Em tempo integral da vida humana Procurar palavras quando no baú só há uma letra Ainda enferrujada… O poeta cansa de ser, quer também estar… Eles são chorões, beberrões, tristes, alegres, abstêmicos… São tudo que se pode ser, mas eles não querem mais ser… Ser poeta é viver. É ser, estar… É um verbo conjugar Também é ser conjugado Ser poeta é ser amigo, é ser amor… Doar amor (pro filho, pra mãe, pro amor) Ser poeta é sofrer, mesmo sem querer… É querer, mesmo sem poder… Ser poeta é não ser compreendido É ser expulso do seu próprio mundo Preso na sua própria cela E, às vezes, inventar o próprio pecado.

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PECADO E VENENO Minhas mãos tem o cheiro do pecado que eu inventei, porém ainda não pequei.. O cheiro insano e profano, de um pecado mundano. Meus olhos tem a cor do veneno que criei, porém ainda não envenenei… Não gritei, não alimentei, não puxei, não pulei. Nada fiz eu! Apenas cheguei: Anui e, silente, admirei!