Frase de Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
No Jardim dos Pensadores No vasto jardim do ser, onde brotam os pensamentos, Planto meu amor não correspondido, rego-o com lágrimas silentes. É uma flor estranha, que floresce em sofrimentos, Entre os espinhos da dúvida e os solos das mentes. Qual é a essência desse amor que apenas eu sinto? Pergunta o filósofo em mim, buscando entender. Será ele menos real, por ser um labirinto Onde apenas minha alma pode se perder? Nietzsche disse uma vez, com ardente fervor, Que devemos amar a vida, aceitar até a dor. Assim, amar sem retorno seria então uma forma de nobreza, Amar o destino — amor fati — em sua pura beleza. Schopenhauer, mais sombrio, poderia argumentar, Que todo desejo é sofrimento, e o amor é um mar Onde navegar é buscar a dor, em ondas de ilusão, Afastando-nos da tranquila costa da razão. Mas que diria Platão, com sua visão das formas ideais? Será que o amor verdadeiro, em esferas celestiais, Não precisa de resposta, pois é puro em si mesmo, Uma união de almas, não um simples esquema? E Kant, com seu imperativo categórico a guiar, Diria que amar com respeito e dignidade, sem usurpar, É agir eticamente, mesmo sem reciprocidade, Pois o amor em si deve ser nossa moralidade. Assim, me vejo filósofo entre estrelas e poeira, Buscando sentido no amor que a alma inteira Consome em chamas de um eterno questionar, Onde ser amado não é certo, mas amar é um ato de se dar. No fim, talvez Sartre e Beauvoir possam me ensinar, Que somos livres para escolher como amar e navegar. Que o amor não correspondido pode ser liberdade, A escolha de amar, apesar da adversidade. Filosoficamente, o amor é um eterno debate, Uma dialética entre o coração e a mente. Nesse jogo entre ser e parecer, tarde ou cedo, Aprendemos que amar é, em si, um credo.
Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
No pensador.ai desde