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Frase de Bruno M. Tôp

O Suspiro de Jack Eu nunca imaginei que no fim, Tudo ia terminar assim, Eu mordi mais do que podia engolir, E me engasquei com meu próprios erros. Eu ri alto por coisas sem graça, Eu pedi um tempo só pra mim, Mas mesmo assim me apressei, As escolhas sempre foram minhas, Porém eu nunca pensei o bastante. Eu senti a garganta rasgar, Como se fosse lavada por cachaça, Mas a origem desse nó, Foi que eu sempre estive só. Acho que nunca acreditei realmente, Que poderia ser contente, Eu sempre me fingi ser otimista, Nunca dei nenhum apista, De que não acreditava num final feliz. Aos dezessete eu conheci o amor, Mas não dei seu real valor, E depois me arrependi, Por não ter conseguido tê-la por perto, Por não ter feito dar certo. Nós mal tivemos uma chance, Tudo que tinha pra dar errado, Aconteceu naquela noite, E eu me senti culpado, Por ter acabado com nosso romance. Eu sempre te disse palavras bonitas, Sempre te dei bons conselhos, Mas nunca acreditei nas minhas palavras, Já carregava culpa demais sobre meus joelhos, E não tinha esperança, De que pudesse voltar a sorri como uma criança. Não precisa se preocupar, Nós não vamos nos ver mais, Eu só quero que você diga a minha mãe, Que ela fez tudo que podia, Pra poder trazer minha alegria. Você pode ler esse texto, Na minha missa de sétimo dia, E pode encontrar meu epitáfio, Num dos meus poemas. Eu nunca imaginei que o estopim, Para o nosso fim, Seria um charminho seu, Que eu não entendi. Eu ri quando me livrei de você, Eu ri porque não quis chorar, Tive medo de admitir, Mesmo sabendo o que tinha escrito, Era o inicio do meu fim. Eu senti o frio percorrer minha espinha, Vi minha vida passar pelos meus olhos, Não eram boas memórias, Mas parecia uma boa história. Acho que pela primeira vez, Acreditei nos bons sentimentos, Percebi que o amor realmente existia, Ele sempre esteve presente, Quando estive com você. Aos dezessete eu conheci a morte, Talvez eu tenha tido sorte, Assim não tive que sofrer tanto, Não espero que você seja forte, Na verdade, gostaria de ter ver aos prantos, Mostraria que você me amou... Nós mal tivemos um tempo juntos, Mal conversamos sobre quaisquer assuntos, Não consegui expressar meus sentimentos, Porque não tivemos nenhum momento, Que fosse só nosso. Eu sempre pensei que não era você, Sempre pensei que não era pra ser você, Nunca tivemos nada a ver, Eu não queria que fosse você, Mas acabou sendo você. Não precisa duvidar dos meus sentimentos, Eles sempre foram sinceros, Eu te amei, eu aind ate amo, Só que já é tarde demais, Pra que eu possa te ter. Você pode seguir com sua vida, Eu agora não passo de um corpo ensaguentado, Deitado no asfalto, Vendo meu corpo se descolorir. Sei que quando você descobrir, Vai doer bastante, Mas sabe, a sensação é até confortante, Saber que tudo acabou, E que não ter mais que sofrer. Então é isso, adeus.. Ah, e por favor, Não jogue fora nossa flor, Acho que será a única lembrança do nosso amor, Então, por favor, Guarde ela com carinho, E siga seu caminho.

Bruno M. Tôp

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Pensador.com

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A gente vai ficando velho, e deixando o tempo assassinar nossos sonhos. Sempre com a mesma desculpa; 'continuo isso mais tarde', mais para mim mesmo, do que para os outros, sem perceber, eu deixei meus sonhos de lado, assim como a maioria das pessoas. Deixei o tempo se enferruja…
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A gente vai ficando velho, e deixando o tempo assassinar nossos sonhos. Sempre com a mesma desculpa; 'continuo isso mais tarde', mais para mim mesmo, do que para os outros, sem perceber, eu deixei meus sonhos de lado, assim como a maioria das pessoas. Deixei o tempo se enferrujar a minha visão da vida, as cores que antes via nas coisas pequenas, como poder fazer o tempo esperar, como esperei, e ficar sem fazer nada, dando um tempo só para mim; não agora, os tempos que passo de forma boemia, são tempos de angústia, em que o guloso espírito de responsabilidade rouba a graça da vadiagem. É como eu sempre soube, os seres humanos quando envelhecem, deixam de sonhar, simplesmente por enxergarem algo que quando eram crianças, nunca terem percebido; Há um teto acima de suas cabeça, que restringe suas ações e reações, que inibe suas vontades e espontaniedade, um teto chamado responsabilidades. E a única fuga para ele, é olhar de lado e ver numa janela, um céu azulado que se desenha acima da cabeça de seus filhos. Por isso que os pais se contentam em realizar os sonhos dos filhos; não é por eles não terem sonhado nunca, é só que, seus sonhos estão invisíveis, ocultados pelo teto acima de seus desejos juvenis. O Amor que outrora, teve tantas definições, hoje é apenas uma parte que me entorpece numa rotina que se eu parar para avaliar como deve ser avaliada, a saída de emergência guardada nos meus pulsos, será usada. Uma ilusão, minha vida, muita dor, esperança, sonho, alegria, um vício, o que há de mais maravilhoso, uma sensação de vazio e ainda assim, apenas uma palavra. Eu esqueci que o Amor já foi tudo isso para mim. Meu teto me impede de perceber essas coisas tão óbvias assim. Agora, o que me resta, é tentar fugir um pouco mais desse teto, mas pelo que me parece, o tempo não vai deixar, ele está zangado por eu ter aproveitado do amor de forma tão hipócrita e criminosa. É isso que dá, afirmar ser raposa, ter coração de gelo, e nem ao menos saber, quais sentimentos são verdadeiros.

Uma saudade bem espaçosa, perseguindo os padrões, de uma rotina de desencontros, fazendo das fotos, uma fuga especial, é aí onde nosso amor se sobrepõe. Ninguém é tão agraciado quanto nós dois, nós não estamos no fim, mas já superamos o tão famoso 'felizes para sempre', e eu sei…
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Uma saudade bem espaçosa, perseguindo os padrões, de uma rotina de desencontros, fazendo das fotos, uma fuga especial, é aí onde nosso amor se sobrepõe. Ninguém é tão agraciado quanto nós dois, nós não estamos no fim, mas já superamos o tão famoso 'felizes para sempre', e eu sei disso porque toda vez que você exibe um sorriso, o meu próprio sorriso o sobrepõe. É, eu tenho certeza, ninguém é tão sortudo quanto nós somos. Quando você me liga, e me diz como você se sente, eu fico imaginando como e quando você se enraizou tão longe, sem eu nem mesmo notar. Como e quando, meu coração deixou de ser meu, para ser seu? Você já deve ter percebido, mas eu não costumava a estar habituado a isso, e sem nem perceber, discutia só por discutir, porque a paz que seu olhar me inundava, era tão inédita... Só que não há nada de mal nisso, eu apenas nunca estive tão feliz. E agora, eu tenho essa sensação de que se eu demonstrar exageradamente o bastante, você vai sorrir de volta pra mim, o sorriso tão intenso (e envergonhado) que só tem para mim, o sorriso pelo qual eu me apaixono todo dia. É, eu tenho certeza que ninguém sobrepõe a beleza do seu sorriso nesse mundo.

Nós continuamos conversando, Mas sinceramente, Eu não tenho ideia do que está acontecendo,
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Nós continuamos conversando, Mas sinceramente, Eu não tenho ideia do que está acontecendo, Ainda somos amigos? Existe uma magóa que você não admite, E isso me incomoda bastante, Como um colibri, Pairando no ar. Percebo que você está me evitando, Mas sinceramente, Não é de hoje que isso vem acontecendo, Faz tempo que você não é mais a mesma comigo, E nosso sorriso, você não mais permite, Como se o que a gente já teve fosse irrelevante, Algo que eu fechei assim que abri, Que você nunca deixou respirar. O problema é que sempre lhe vejo, Sou fisgado pelo encanto do seu olhar, Me pego saudoso do seu beijo... Não sei mais o que esperar. Só me resta esperar que esse desejo, De alguma forma consiga me deixar, Que o gosto voraz do seu beijo, Minha memória consiga apagar.

Ela é macia, quente, seu abraço um tanto aconchegante, segurá-la em meus braços foi mais natural do que poderia imaginar; seu perfume é uma doce promessa que me traz lágrimas aos olhos. Foi assim que me despedi, sem nem perceber que era uma despedida. Por menos um ciclo do sol,…
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Ela é macia, quente, seu abraço um tanto aconchegante, segurá-la em meus braços foi mais natural do que poderia imaginar; seu perfume é uma doce promessa que me traz lágrimas aos olhos. Foi assim que me despedi, sem nem perceber que era uma despedida. Por menos um ciclo do sol, eu a conheci, me apaixonei, me viciei, desapeguei, abandonei, reapaixonei, enjuei e ignorei. Tudo tão rápido, mas de uma forma tão intensa, que foi um amor para uma vida toda; pena que esse amor não durou nem mesmo a vida de uma vespa, que nasce na primavera, e morre num inverno. Foi mais ou menos o que aconteceu com ela, como uma vespa, que visualiza uma fogueira. Pobre coitada, hipnotizada, lá no fundo sabia que seria o seu fim, mas não resistiu aquela luz, e foi em direção a fogueira. Pobre dela, que sempre foi contra ao que eu queria, e sem perceber, não teve escolhas, veio até mim, deixando morrer sua parte mais inocente. E aí, depois do pequeno hiatus que preguei ao seu coração, ela aprendeu a se proteger de mim, de uma forma que nunca esperei. Pois é, como eu sou um mal perdedor, não aceitei aquela defesa. Eu nunca fui um vencedor, porém, nunca aceitei a derrota. Na verdade, é algo bem além, essa caracteristica é do meu coração, que simplesmente não sabe perder. E desde então, eu desapereci, a fogueira se apagou, e a pobre vespa ficou desnorteada, no escuro, sem seu vício para lhe guiar. Mas essa é só mais um romance, que como todo romance que se prese, teve seu início, seu meio, e seu fim. Pois por definição, romance tem que ter um fim.