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Frase de Brenda Oliveira

Por que é tão difícil não ser igual ? Por que será que revelar o verdadeiro eu incomoda tanto ? Por que será que toda vez que eu disser o que realmente ou quase realmente penso serei vista com desconfiança ? Por que nessas horas serei tachada de louca ? Por que é tão fácil rotular e tão difícil tentar entender e se aprofundar nos sentires alheios ? Por que será que eles não enxergam a pobreza de seus espíritos vagantes em seus mundinhos pequenos e limitados ? Por que é tão difícil encontrar alguém que possa compreender o meu espírito ? Eu lanço um olhar mais profundo sobre os outros e não gosto nada do que vejo. Sorrisos feitos de gesso que levantam poeira quando se movem. Olhares perdidos, incapazes de olhar pra dentro de si mesmos. Pensamentos se digladiando, lutando parar deixarem de existir. Não entendo que viver é esse. Não consigo e não quero assimilar toda essa "normalidade" que chega a doer nos olhos. Quero o meu eu assim como é, criticado, mas vivo. Desejo uma liberdade capaz de dissipar essa luz cinza que pretende nos impedir de viver e sentir o que somos.

Brenda Oliveira

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Brenda Oliveira

Passou o tempo em que eu sentia raiva das amantes, pra falar a verdade era uma quase odiar. Antes eu pensava que amantes eram criaturas frias, seres em busca de um pouco de diversão sem compromisso. Pensava que eram fúlteis e vazias e que a sua capacidade de raciocínio não estava…
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Passou o tempo em que eu sentia raiva das amantes, pra falar a verdade era uma quase odiar. Antes eu pensava que amantes eram criaturas frias, seres em busca de um pouco de diversão sem compromisso. Pensava que eram fúlteis e vazias e que a sua capacidade de raciocínio não estava no cérebro, mas um pouco abaixo da cintura. Bem, tenho que dizer que o meu conceito em relação as amantes mudou totalmente quando tornei-me uma, isso mesmo, acho que levei a sério demais isso de me colocar no lugar do outro, quer dizer, da outra. O mais engraçado de tudo é que, somente uma semana depois do primeiro encontro dei-me conta do meu novo rótulo, pois é, tinha me tornado aquele ser do primeiro parágrafo e mais engraçado, não me sentia próxima de nenhum daqueles adjetivos descritos pelo meu antes. Confesso que essa idéia muito me incomodava, logo eu, que sempre fui tão combatente, eu que me jugava tão politicamente correta, agora estava marcada por essa minha atitude nada racional. Nesse momento descobri algo em nunca tinha pensado antes: amantes são seres dotados de uma proporção bem maior de emoção do que de razão, são seres apaixonadados demais para refletir na direção do seus passos. Me descobri fora do ar, submersa em pensamentos, gastando meu tempo em imaginar como seria o próximo encontro, minha cabeça rodava sem parar e voltar a vê-lo parecia ser a única coisa capaz de colocar meus pensamentos no lugar. Percebi que amantes alimentam muitas ilusões, a pior delas é crer que um dia terão um "the end" feliz com seu amado. Ao contrário do que imaginava, amantes sonham com coisas simples: passeio de mãos dadas na sorveteria da esquina, um dia inteiro juntos... Amantes são seres pela metade, fragéis, acreditam que sua felicidade depende da presença de outra pessoa. Nos momentos de racionalidade chegam a jurar que a próxima será a última vez, embora saibam que isso não é verdade, a menos que realmente queiram. Amantes sentem inveja das esposas, muitas até gostariam de estar no lugar delas, mas esquecem que 98% de chance é de que continuem a ser o que são, válvulas de escape, loucura passageira, ou coisas do tipo. Deixar de ser amante é como deixar de ser alcóolatra, apesar de difícil, é necessário evitar o primeiro gole.

Extrapolo-me não caibo em mim Sou mais do que posso ver
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Extrapolo-me não caibo em mim Sou mais do que posso ver e quase sempre o meu sentir não cabe em mim Sigo-me por aí Dou voz aos meus desejos Toco o meu querer As vezes quero mais do que penso ter mas ninguem me tem Nada me detem Sou um rio não estou fugindo, nem buscando estou apenas seguindo meu curso Sinto o que sinto Me admito Me permito Vivo o inacreditável Toco o improvável Sinto a sublime sensação de ser eu e de viver o meu querer Não pretendo definir o que vivo muito menos o que sinto Rótulos não me servem Quero o presente, o agora Quero o pulsar, o viver Quero o intenso e tudo o que puder e não.

As vezes fica tudo assim aluviado Tudo assim tão misturado Tudo e nada ao mesmo tempo
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As vezes fica tudo assim aluviado Tudo assim tão misturado Tudo e nada ao mesmo tempo É um ser e não ser, onde tudo é apenas quase e nada é o que parece ser Nesses momentos, os sentidos me confundem e entorpecem o que restou da minha racionalidade Palavras ficam soltas pelo ar, e são ditas mesmo quando o verbo está ausente A essência do existe ultrapassa os rótulos dos dicionários Me permito ir além, pois sei que a loucura real é ficar presa aos limites da definição.