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Frase de Tainá Cruz

Hoje eu peguei a foto de um cachorro do meu tio que ele deixou com a gente durante um tempo, alguns meses. Sei lá. Foi estranho. Eu gostava dele. Ele se chamava Hulk e era raciado com Perdigueiro. Ele foi lá pra casa bem pequeno. Eu gostava muito dele, brincávamos sempre. Tirei diversas fotos. Colocava camisas de quando eu era menor, nele. Era engraçado. Usava minha joelheira como capacete nele, eu tinha nove anos. Mas um dia ele se foi. Ele não era nosso, nunca foi, e ele ia partir e eu sabia disso. Não lembro como foi, mas ele se foi. Hoje, onze anos depois, encontrei nossas fotos. Meus sorrisos sinceros. Seu olhar carinhoso. Achei lindo até cair na real. Ele já pode ter morrido! Pode ter tido uma vida triste! Eu não sei. Ele não ficou com o meu tio. Ele foi doado para alguém que eu não conhecia e eu nunca mais o vi. Será que ele foi feliz? Será que ele sentiu saudades? Eu não sei, nunca saberei. Mas se tem um céu para os cachorros e se ele já morreu, desejo que esteja lá. Obrigada, Hulk, pelo pouco tempo que tivemos.

Tainá Cruz

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Ela se sentia assim, como um astronauta que passou um tempo fora da Terra e depois voltou. Ele conheceu, viu coisas que ninguém jamais tinha visto. Voltar para a Terra não foi como o esperado, ele não se encaixou mais. Depois que você olha ela do lado de fora, ficar dentro com to…
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Ela se sentia assim, como um astronauta que passou um tempo fora da Terra e depois voltou. Ele conheceu, viu coisas que ninguém jamais tinha visto. Voltar para a Terra não foi como o esperado, ele não se encaixou mais. Depois que você olha ela do lado de fora, ficar dentro com todas essas pessoas, é estranho. Ele esteve só, mas não se sentiu só. Voltar para a multidão foi não estar sozinho, mas se sentir assim.