Frase de Marcelo ULisses Cordeiro
Corpos sem Aspas e Textos sem Rugas A vaidade invade a sociedade daqueles preocupados com a imagem. Vírgulas e aspas são retiradas dos textos, o mesmo que corpos Que tentam se livrar das rugas e marcas de expressão. Verdadeiras marcas das pausas e ressaltos da vida! Que custam... Que custam tempo, custam suor, que custam dor, paixão. Sobrancelhas feitas e pele lisa, ela corrige pontos tortos... Como apagar as pérolas ditas àqueles que amam? E o corpo? Pernas malhadas e bem torneadas, quanto custa? Será que excreta o mesmo que os malfeitos de formas imperfeitas? Quanto custa? Quanto custa corrigir o corpo e qual o preço? Qual o preço de apagar as ofensas lançadas? Talvez o tempo que impõe vírgulas e aspas à vida... Talvez o autor que insere as rugas e marcas no corpo a viver... Os faça apagar da mente dos infelizes destinatários das pérolas, As joias guardadas na medida do autor, o tempo... Textos sem aspas não valem o destaque, Outrora sem vírgulas não mostram sentido... Corpos sem rugas não mostram os ataques, Do autor e temido tempo vivido.... E a imagem para a sociedade dos corpos sarados? Ah! Esta é uma lauda na mão do autor, Que sem palavras não mostra o passado, Que deixa marcas de amor e de dor. Aspas e vírgulas são valiosas, como a expressão do velho autor. Marcelo ULisses
No pensador.ai desde