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Frase de Alice Mattos

⁠O estranho na floresta O Sol, o azul e o verde Pintam minhas retinas Enquanto o frio, a fome e a sede Já não passam de rotina A brisa branca Beija meu rosto Enquanto sinto o estranho gosto Da carne crua A água Leva embora minhas mágoas Sob a terra Jazem minhas antigas guerras O vento Leva para longe o meu tempo E sob o fogo Ardem meus inimigos A canção dos pássaros Passeia por meus ouvidos Isso tudo é divino Disso não mais duvido! Acima, além O Universo me observa E eu me pergunto “O que ele tem? O que me reserva?” Eu caminho sem rumo Essa trilha é meu berço Minha história E meu túmulo Não temo a morte Pois não penso mais nela Sigo forte, a cada dia Rumo ao presente, a minha meta Já não consigo me lembrar Como era a vida na civilização Agora meus únicos amigos São o mato e a solidão

Alice Mattos

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠O estranho na cidade Para onde quer que eu olhe Só vejo sujeira
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⁠O estranho na cidade Para onde quer que eu olhe Só vejo sujeira No céu, a poluição No chão, fezes e poeira O cheiro do esgoto Arranha minhas narinas Enquanto o grito das buzinas Destroça meus ouvidos Uma criança pedindo Um viciado cheirando A polícia espancando Outro mendigo Paredes pichadas Ruas esburacadas Os bichos revirando O lixo de cada canto Outdoors e painéis de neon Iluminam a podridão E em alto e bom tom Imploram por nossa atenção Observamos de baixo Os monumentos dos poderosos E sob o cimento Os corpos dos que os ergueram