Frase de Alice Mattos
O estranho na floresta O Sol, o azul e o verde Pintam minhas retinas Enquanto o frio, a fome e a sede Já não passam de rotina A brisa branca Beija meu rosto Enquanto sinto o estranho gosto Da carne crua A água Leva embora minhas mágoas Sob a terra Jazem minhas antigas guerras O vento Leva para longe o meu tempo E sob o fogo Ardem meus inimigos A canção dos pássaros Passeia por meus ouvidos Isso tudo é divino Disso não mais duvido! Acima, além O Universo me observa E eu me pergunto “O que ele tem? O que me reserva?” Eu caminho sem rumo Essa trilha é meu berço Minha história E meu túmulo Não temo a morte Pois não penso mais nela Sigo forte, a cada dia Rumo ao presente, a minha meta Já não consigo me lembrar Como era a vida na civilização Agora meus únicos amigos São o mato e a solidão
No pensador.ai desde