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Frase de Renata Ferreira Santos

Escrever a própria história não é fácil. Imaginar é. Como ainda não podem nos impedir de imaginar, quero imaginar-me num lindo lugar, bem calmo e solitário, lendo a minha própria história e no final seu eu chorar que seja de alegria. Imaginar, assim como sonhar é de graça, mas acredito que dá pra enfeitar mais.

Renata Ferreira Santos

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Renata Ferreira Santos

Eu acordo, tomo um banho, me ajeito. Mas no fundo eu tenho uma preguiça do mundo. Uma vergonha de me mostrar, de sorrir livremente. Tudo bem. Deixa estar. Creio que um dia ainda serei diferente e daí quem sabe eu chego lá...Lá? Não sei onde é.
Então a vida e eu estamos assim...Não esperamos mais grandes coisas uma da outra. Entramos numa fase sem expectativas, apenas deixando rolar. Sem cobranças, sem crises. Seguindo o ditado "o que não tem remédio, remediado está". E assim vamos nós, vez ou outra de mãos dadas, outra…
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Então a vida e eu estamos assim...Não esperamos mais grandes coisas uma da outra. Entramos numa fase sem expectativas, apenas deixando rolar. Sem cobranças, sem crises. Seguindo o ditado "o que não tem remédio, remediado está". E assim vamos nós, vez ou outra de mãos dadas, outras um pouco distantes, desconfiadas e em alguns momentos, longos momentos caladas. A vida não me diz nada e eu nada falo. Acho que estamos em um grave silêncio, numa profunda observação. Quase um estudo, uma pesquisa para descobrir quem somos. O ruim é que tenho a sensação de que nunca iremos obter resposta alguma.

Lembro do dia em que era perfeita. Em que não haviam marcas de dor em mim, em que minha alma era intacta. Lembro de quando o sorriso era franco e os olhos mais vivos. Eu sequei e isso foi há algum tempo atrás. Primeiro tive que sofrer todas as dores, todas as perdas, toda vergonh…
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Lembro do dia em que era perfeita. Em que não haviam marcas de dor em mim, em que minha alma era intacta. Lembro de quando o sorriso era franco e os olhos mais vivos. Eu sequei e isso foi há algum tempo atrás. Primeiro tive que sofrer todas as dores, todas as perdas, toda vergonha e humilhação até entender que após isso eu não iria morrer. Eu que quis, que procurei a morte em sólidos "confetes" brancos, não a achei. Hoje estou aqui. Não tão seca quanto antes. O verde natural da planta que eu sou nessa natureza feroz que nos cerca volta aos poucos. Não. Eu não estou curada, mas estou melhor. Se vai cicatrizar eu não sei. Mas não sangra como antes.

Não é a primeira vez que isso me ocorre, mas já aconteceu de você não aguentar mais ser você? Eu sim. Ser eu me pesa porque eu penso o tempo todo. Não sei parar de pensar e se penso em parar de pensar, penso ainda mais na motivação que me fez querer isso. Todo meu ser se resume e…
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Não é a primeira vez que isso me ocorre, mas já aconteceu de você não aguentar mais ser você? Eu sim. Ser eu me pesa porque eu penso o tempo todo. Não sei parar de pensar e se penso em parar de pensar, penso ainda mais na motivação que me fez querer isso. Todo meu ser se resume em pensar e sentir. Sinto exaustivamente, penso desenfreadamente. Isso cansa. Hoje eu não queria ser eu. Queria ser livre de mim. Queria não querer escrever nada, mas não consigo! Não escrevo coisa alguma sem que sinta e sentir me consome, logo quando escrevo, embora sinta-me brevemente aliviada, consumo a mim mesma. Sou uma confusão. Ninguém pode entender. Eu não compreendo. Eu só queria um cantinho um pouco escuro e sem barulho algum. Nele queria ficar sentadinha, sem pensar, sem sentir, sem ser. Tem horas que dá vontade de desistir de ser eu, mas como fazer isso? Nasci assim: confusa, desconexa, boba, boa e triste. Mas não de uma tristeza avassaladora, já não estou mais tão resistente assim. Queria dar um tempo de mim, mas carrego-me o tempo todo. Hoje eu queria não ser eu. Queria ser qualquer coisa, um copo, uma gaveta...Qualquer coisa que não sente, que não pensa. Qualquer coisa que não me fizesse perceber que não tenho como fugir de ser eu mesma.