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Frase de Marcial Salaverry

VIAGENS PELO INTERIOR DO CONGO – Parte 4 Marcial Salaverry Durante o tempo em estive no Congo, efetuei diversas viagens por essa região. As estradas continuavam sempre a mesma “maravilha”, ou piores ainda, dependendo da quantidade de chuva que caísse. Todavia, em outras viagens passei por outras situações, no mínimo curiosas. Contá-las-ei aleatoriamente, sem especificar em tal ou qual viagem. Em certa ocasião, estávamos chegando a um dos inúmeros “bacs” necessários para a travessia dos diversos rios que cortavam a região, fui surpreendido pela atitude do barqueiro que se limitou a dar de ombros diante de meu pedido para atravessar. Certo de que estava esperando o “matabisi” (gorjeta) , preparei-me para enfiar a mão no bolso, quando Alexander cutucou meu braço, apontando para o meio do rio. Lá estava, nada mais nada menos, do que um alegre grupo de hipopótamos brincando, justamente no caminho da balsa. Com aqueles alegres animaizinhos que, possivelmente deveriam estar ensaiando para o coral de Domingo, tal a farra e a cantoria, não havia a mínima condição de travessia, pois se eles resolvessem nos convidar para a festa, não sobraria nem um só pedacinho da balsa, ou do jipe e, lógico de nós mesmos, pois o hipopótamo tem aquela expressão simpática do gordo bonachão, mas é uma fera quando incomodado. Só nos restou ficar aguardando que terminasse a “festinha”, e os simpáticos bichinhos fossem para outro lugar, para descansar, pois se eles resolvessem dormir por ali mesmo, teríamos que esperar muito tempo. Felizmente os “hipos” são muito metódicos, e tem seus lugares próprios para repouso. Assim sendo, após quase 4 horas de espera, pudemos finalmente atravessar o rio. Em outra ocasião, tivemos um problema muito mais complicado do que encontros com elefantes, leões ou hipopótamos. Foi uma espécie de entrevero com o pior dos animais que poderíamos ter encontrado : uma patrulha de soldados bêbados. Por falta do que fazer, um pequeno pelotão de 14 soldados do “glorioso” exército congolês, resolveu “patrulhar” aquela estrada. A meio de caminho, resolveram “encher a cara” com o famoso “vin de palm”. Para melhorar tudo, cruzaram conosco. Quando perceberam a aproximação do jipe, armaram uma espécie de tocaia na estrada, para surpreender-nos. Conseguiram. Calculem nosso susto, ao ver aquela turba, brandindo metralhadoras e revólveres, ordenando nossa parada. Obviamente, paramos. Pelas divisas, calculei que a turba estava chefiada por um sargento, justamente o mais bêbado de todos. Maravilha. Comecei a ver o tamanho do pepino que nos esperava. Respirei fundo, procurando disfarçar o que estava sentindo, dirigi um amável sorriso ao dito cujo, chamando-o da “mon capitain” . Primeiro ponto. O sargentinho adorou ser chamado de “capitão”. Quis ver tudo. Documentos, que quase examinou de cabeça para baixo (o documento, não ele). Quando começou a abrir as malas e viu as peças do mostruário seus olhos brilharam com as diversas camisas e calças lá existentes. Não preciso dizer que meu mostruário ficou seriamente desfalcado... Ainda bem que já estava terminando a viagem. Coisas do Congo... Agora, que posso estar contando, posso assegurar que não é nem pouquinho agradável a sensação de estar diante do cano de uma metralhadora, principalmente levando-se em conta que estava nas mãos de um soldado bêbado. Bastava um soluço qualquer, e eu não estaria aqui escrevendo estas reminiscências. Depois que tudo passou, Alexander e eu nos entreolhamos aliviados. O único prejuízo foram as camisas e calças “presenteadas” aos soldados. Seguimos viagem em paz. Havia outra particularidade interessante nessas viagens. A maioria dos comerciantes não gostava muito de usar cheques, por falta de confiança no sistema bancário do País. Seus compromissos eram sempre pagos em dinheiro. Então, no último dia de visita em cada praça, era feita a “coleta”. Passávamos em todos os clientes, efetuando os recebimentos, e o dinheiro todo era colocado em um daqueles baús. Era o próprio “Baú da Felicidade”... Agora, calculem o que poderia ter acontecido se “aquele” baú, não estivesse estrategicamente colocado no fundo do jipe, e os soldados o tivessem aberto... Felizmente as calças e as camisas encontradas interromperam a busca. Essas viagens rodoviárias pelo interior do Congo, sempre mostravam ainda um outro lado, que merece um destaque especial. Era o trabalho das Missões Católicas. Geralmente instaladas em rincões bem afastados dos principais centros, os missionários procuravam fazer um trabalho humanitário e social digno de nota. Quase sem recursos, somente com doações de particulares, procuravam melhorar a vida das crianças da região, ensinando-as a ler e escrever. Esbarravam em um problema sério, que era o poder das crenças locais, que sempre eram um entrave para o trabalho dos missionários. Além desse serviço humanitário junto aos locais, também davam abrigo a viajantes com problemas, como ocorreu comigo. Enfim um trabalho nem sempre reconhecido, razão pela qual quero prestar minha homenagem a esses heróis dedicados, os missionários e missionárias, que prestavam um serviço humanitário de extraordinário alcance. Realmente a dedicação com que esses abnegados se dedicavam ao trabalho era impressionante. A qualquer hora do dia ou da noite, em caso de qualquer necessidade, não hesitavam em ir às aldeias para socorrer quem precisasse de seus serviços. Eram professores, enfermeiros, médicos, parteiros, mecânicos, enfim tudo que fosse necessário. A remuneração que recebiam à guisa de salário era ridícula, algo como o salário de nossos professores, que sequer lhes permitia morrer de fome, pois não poderiam ser enterrados, por falta de recursos, e mesmo assim, com todas essas condições adversas, cumpriam sua missão. Tenho que registrar essa fato como reconhecimento à sua ação. Ainda há que se levar em conta que as Missões sempre estavam em locais isolados e, por isso, sofreram com as barbaridades cometidas durante as lutas pela independência... Triste demais... A história continua, e como sobrevivi a tudo, posso sempre estar desejando a quem o desejar, UM LINDO DIA...

Marcial Salaverry

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Marcial Salaverry

Sempre é importante ir à luta em busca de algo que é muito anelado. As vitórias obtidas com muito esforço, são as mais valorizadas. Aprenda a lutar por aquilo que quer e sempre amar tudo aquilo que conseguir, sempre valorizando seu esforço e sua capacidade de viver.
O QUE É SER AMIGO Como será que podemos definir o que é ser amigo. Mas, amigo, na verdadeira acepção da palavra, ou seja aquele que poderemos considerar como alguém que nos dedica um sentimento de carinho que extrapola qualquer outro sentimento.
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O QUE É SER AMIGO Como será que podemos definir o que é ser amigo. Mas, amigo, na verdadeira acepção da palavra, ou seja aquele que poderemos considerar como alguém que nos dedica um sentimento de carinho que extrapola qualquer outro sentimento. Bem, certamente um amigo de verdade não será capaz de solucionar todos os problemas que tivermos, não poderá eliminar todas nossas dúvidas ou incertezas. Mas certamente será capaz de nos ouvir em nossos desabafos, ajudando-nos a pelo menos pensar em soluções, se as houverem. E a amizade só será completa, se houver reciprocidade de nossa parte quando a situação for inversa. Um amigo não poderá mudar nosso passado, consertando nossos erros, nem acabar com nossos sofrimentos e dores, mas será capaz nos ajudar entender onde foi que erramos, para que mesmos enganos não sejam reprisados. E isso é muito importante, pois nem sempre somos capazes de descobrir porque algo não deu certo. Um amigo o fará, basta que saibamos escuta-lo, e que saibamos corresponder quando for nossa vez de ouvir. Certamente não será amigo de verdade se nada falar para nos apontar um caminho errado que estamos trilhando. Embora possa nos desagradar, saberá indicar o que nos poderá acontecer de mal, se insistirmos nesse rumo. E deveremos saber discernir sobre seus caminhos também. Reciprocidade sempre é exigível para a sobrevivência de uma amizade. Nem sempre ele poderá evitar um tropeço nosso, mas poderá nos amparar quando nos ver caindo, amenizando o impacto da queda. Poderá nos estender a mão para nos ajudar depois, ao invés de simplesmente balançar a cabeça, como que dizendo: “eu te avisei...” Nem sempre sabemos ouvir a voz da razão, e preferimos seguir nosso impulso. E quando for a nossa vez, é lícito que ele espere a mesma atitude de nossa parte. Um amigo pode não ser o responsável direto nossos êxitos, por nossa felicidade, mas saberá dela compartilhar, regozijando-se com nossa alegria, da mesma maneira que iremos participar de suas vitórias, de sua felicidade. Não poderá, certamente, tomar decisões por nós. Contudo, poderá emitir sua opinião, poderá nos orientar em nossas dúvidas. Da mesma maneira deveremos proceder, quando a situação for inversa. Com base na reciprocidade de nossa amizade, estaremos seguros de poder contar sempre com seu apoio e encorajamento, como certamente ele contará com nossa sustentação, se preciso for. Com base na sinceridade do sentimento, mesmo que não possamos determinar nossos limites, de uma maneira total e completa, poderemos sempre dar-nos espaço mutuamente, possibilitando um crescimento. Permitindo nossa individualidade. Assim se vive com amizade, numa sociedade. Sem tolher movimentos. Sem interferir diretamente. Mas dando sinais de erros ou acertos. Certamente por mais forte e sincera que seja uma amizade, certas dores não poderão ser evitadas. Nosso coração sempre estará sujeito a certos golpes inevitáveis. Simplesmente um amigo leal poderá, quando muito, nos ajudar a recolher os fragmentos, colocando-os no lugar. E assim deveremos agir, se for o seu coração que estiver despedaçado. E se for o caso, choraremos juntos. Sempre é melhor contar com um ombro amigo nessa situação. E essa amizade poderá ser encontrada em um pai, em um filho, em um irmão, num conjugue, ou mesmo em quem, embora não seja da familia, será ainda melhor do que se o fosse, por ser uma amizade sincera. Amizade apenas exige sinceridade e reciprocidade e, claro, seriedade. Não interessa muito saber quem e o que somos, basta que possamos nos abraçar, em nome de nossa amizade, e saber que poderemos sempre contar com essa amizade como um bálsamo que nos ajudará a aliviar certas dores, mas que também poderá festejar conosco nossa alegria. Agora, com a certeza de nossa amizade, esquecendo quaisquer mágoas passadas, presentes ou futuras, vamos imaginar um circulo, dando-nos as mãos, e vamos viver mais UM LINDO DIA.

Esta é uma pergunta pertinente, pois vejo muito mais racionalidade no comportamento dos animais, do que dos chamados seres humanos, ou racionais... Vendo certas atitudes dos humanos, chego a dar razão a quem disse que
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Esta é uma pergunta pertinente, pois vejo muito mais racionalidade no comportamento dos animais, do que dos chamados seres humanos, ou racionais... Vendo certas atitudes dos humanos, chego a dar razão a quem disse que "SÓ QUERIA SER CIVILIZADO COMO OS ANIMAIS"... Animais não provocam guerras apenas para satisfazer ambições pessoais... Ósculos e amplexos, Marcial NA VERDADE QUEM SÃO OS "ANIMAIS IRRACIONAIS"? Marcial Salaverry Dizem que os seres humanos são os seres racionais, e os animais são irracionais, mas analisando friamente o contexto, constata-se que existem controvérsias, e essa versão é sujeita a uma análise mais acurada, principalmente quando vemos seres ditos racionais provocando guerras, morticínio, destruindo civilizações, obras de arte, apenas para satisfazer ambições pessoais... Sinceramente, é algo que não dá para entender... Falando de nossos amigos animais, sabemos que eles despertam e correspondem com sinceridade ao mais puro sentimento de amizade, e são capazes de uma dedicação que realmente nos comove, mas nem sempre encontram retribuição à altura, e recebem maus tratos daqueles a quem deram seu carinho e afeto, seus donos, e isso é algo que foge de nossa compreensão. Quem faz essas coisas, apenas pode ser chamado de coisa, simplesmente, pois contraria as mais comezinhas leis da vida... Nós só podemos ser chamados de animais racionais, se agirmos com a racionalidade dos ditos animais irracionais. Eles protegem as crias com sua própria vida, até o momento em que elas tem condições de sobreviver por conta própria. Aí são entregues ao mundo, para cumprir sua missão na fase evolutiva. Animais não matam pelo prazer de matar, mas apenas para se alimentar e sobreviver. Animais não fazem o que o dito ser humano é capaz de fazer. Você já ouviu falar de alguma "Guerra entre Animais"? É o só bicho gente que faz essas coisas... Na verdade, "Eu só queria ser civilizado como os animais", que não jogam bombas só pelo prazer de destruir, de espalhar terror. Será isso racional? Algo que é inegável, é que quando nossos amigos de quatro patas partem, deixam saudade pra cachorro... A fidelidade que o cão tem pelo seu amigo, que se diz dono, é algo que deveria servir de exemplo para todos nós, como a mais pura definição de amizade. Quando eu era garoto, meu pai tinha "plantação' de cachorros em casa... Quando encontrei o "Bonitão", depois de uma separação de mais de 10 anos, ele quase me matou de tanta festa que me fez.... Bonitão era um dinamarquês que, quando ficava sobre duas patas, apoiava as dianteiras nos ombros de meu pai, que tinha mais de 1m85, e sua cabeça passava a dele em muitos centimetros. Eu o cavalgava como se fosse um cavalo. Quando ele cumpriu sua missão e exalou o último suspiro, sofri demais da conta. Dizem que cada ano de um cão vale por 7 anos de um humano, e na verdade, cientificamente é assim mesmo que se conta o tempo de vida canino, e em sua curta vida deixam recordações inolvidáveis... O interessante é que as crianças tem mais respeito, amor e carinho pelos animais do que os adultos, pois os ditos racionais já nascem sabendo o que é ser bom, e assim vemos que geralmente as crianças não tem preconceitos e sabem amar... Depois, é que os adultos lhes ensinam que não se deve brincar com este ou aquele, e lhes ensinam que a agressão é uma defesa, e assim, depois que crescem, é que deixam de ser bons, e passam a desconhecer a pureza da amizade, chegando a agir com preconceitos... Enquanto isso, os que nominamos de irracionais simplesmente não desaprendem o sentido da lealdade e da amizade, como o ser humano desaprende... Se racionalidade fosse saber usar a razão, poderia ser que isso não acontecesse, mas atualmente racionalidade é algo que não existe, e por isso há que se deixar viver plenamente a criança que existe dentro de nós. Apenas devemos nos elevar e fazer valer a condição de real ser humano, e assim a razão será saber ouvir o coração. E raciocinando com a pureza de sentimentos dos animais, poderemos todos ter UM LINDO DIA, desde que saibamos viver a vida, jamais agindo como certos espécimes que se dizem humanos, mas provocam guerras sem que exista um motivo válido para tanto, apenas para satisfazer a sanha assassina que muitos levam dentro de si, o que não acontece com os animais, que jamais atacam ou matam apenas por desejo assassino...

Por vezes fazemos uma volta a um passado já passado e quase esquecido... E as recordações afloram...
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Por vezes fazemos uma volta a um passado já passado e quase esquecido... E as recordações afloram... "Que saudade que tenho da aurora da minha vida..." Existe a coincidencia de datas... A foto mostra Sampa de 1952, e o poema mostra o poeta de 1952. UM RETRATO DE SÃO PAULO Marcial Salaverry São Paulo sempre teve espírito pioneiro. Foi daqui que sairam as Entradas e as Bandeiras, que desbravaram o território brasileiro... Os grandes acontecimentos, sempre tiveram São Paulo à testa, e isso a História o atesta. Bandeirantes, entradistas, e também líderes abolicionistas, foram eminentes paulistas... Em São Paulo sempre tramou-se a independência, e tiveram paciência, para esperar a hora certa... Entre Santos e São Paulo, D. Pedro recebeu o recado fatal, e proclamou a independência, afinal... assim conta a História, e São Paulo detém esta glória, de ter sido aqui finalmente proclamada a Independência tão sonhada... Marcial Salaverry (Este poema foi escrito para o Dia da Independência, 7 de Setembro de 1952, pelo aluno do Grupo Escolar Arthur Guimarães, Marcial Armando Salaverry, aluno da Profª Rosina Pastore, encontrado entre algumas relíquias do passado...) 01/05/2006