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Frase de Charles Baudelaire

VAMPIRO Tu que, como uma punhalada, Em meu coração penetraste Tu que, qual furiosa manada De demônios, ardente, ousaste, De meu espírito humilhado, Fazer teu leito e possessão - Infame à qual estou atado Como o galé ao seu grilhão, Como ao baralho ao jogador, Como à carniça o parasita, Como à garrafa o bebedor - Maldita sejas tu, maldita! Supliquei ao gládio veloz Que a liberdade me alcançasse, E ao vento, pérfido algoz, Que a covardia me amparasse. Ai de mim! Com mofa e desdém, Ambos me disseram então: "Digno não és de que ninguém Jamais te arranque à escravidão, Imbecil! - se de teu retiro Te libertássemos um dia, Teu beijo ressuscitaria O cadáver de teu vampiro!"

Charles Baudelaire

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Pensador.com

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A UMA PASSANTE A rua, em torno, era ensurdecedora vaia. Toda de luto, alta e sutil, dor majestosa,
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A UMA PASSANTE A rua, em torno, era ensurdecedora vaia. Toda de luto, alta e sutil, dor majestosa, Uma mulher passou, com sua mão vaidosa Erguendo e balançando a barra alva da saia; Pernas de estátua, era fidalga, ágil e fina. Eu bebia, como um basbaque extravagante, No tempestuoso céu do seu olhar distante, A doçura que encanta e o prazer que assassina. Brilho... e a noite depois! - Fugitiva beldade De um olhar que me fez nascer segunda vez, Não mais te hei de rever senão na eternidade? Longe daqui! tarde demais! nunca talvez! Pois não sabes de mim, não sei que fim levaste, Tu que eu teria amado, ó tu que o adivinhaste!