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Frase de Michele Cristina de Abreu

Abrindo os olhos, com lentidão além do normal, andava pelas ruas, os pés descalços deixavam leves marcas pelo caminho que passava. Ela estava molhada, não se sabia de onde tanta água surgia pois ela nunca parava de fluir. A sua volta, um lugar vazio, nada a vista. Não existia cores por onde ela passava, não existia um alma a sua volta. Não existia nem mesmo uma briza. Nada a tocava, nada ela sentia, nem mesmo a abalava. Era um mundo a sua volta, carros, pessoas falando em cada parte daquele mundo vazio, algo do qual ela parecia imune. O caminho não se findava, seus pé já estavam cansados, já era hora, ela precisava descansar. Foi então que ela viu, o fim da estrada ela havia alcançado, parecia que o mundo havia chegado ao seu fim e tudo o que ela precisava fazer era pular. Então ela pulou, no inicio era só o vazio, novamente nada a tocava, nada mexia consigo além daquela sensação quase prazerosa da queda. Finalmente ela pararia de não sentir nada, seria o momento perfeito que ela finalmente sentia alfo dentro de si. Algo incomodo, porém já era algo. Algo que a fazia se sentir calmamente bem. O aguardo não durou muito, o impacto trouxe ela de volta ao mundo que sempre havia visto, o mundo que conhecia tão bem. As imagens passeavam a sua volta como em um filme pobre e deprimente de cores gastas, mas eram as imagens que a traziam para o momento perfeito. Um afago, o abraço, o colo e o cheiro! Enfim um beijo, um calor, um frio e um vazio. Letras a rodeavam, notas chegavam em seus ouvidos, melodias que ela não se lembrava quando, nem onde, mas sabia que já havia ouvido. Ah... ela conhecia bem aquele mundo, era lá onde ela guardava tudo o que programava para si, mas não expunha ao mundo. Ali, diante de tudo ela voltou a cair, o chão se abria para ela e novamente ela se deixava levar pela sensação da queda. Porém agora a sensação se esvaia, como a água que sai das mãos de alguém em um ato desesperador para matar uma longa sede. Então, acordando mais uma vez ela viu-se novamente do lugar que nem parecia ter saído. Todos a olhavam como se esperassem algo a ser dito, ela sabia daquilo, estava acostumada. Era fácil enganá-los. Com um gesto robótico, ela sorriu, suas bochechas se elevaram levemente, seus olhos se tornaram tão pequenos que mal parecia que ela enxergava algo. Ela sabia que só assim eles parariam de olhar para ela daquela forma... e quando lhe perguntava a tipica pergunta que a perturbava a cada letra dita, ela simplesmente respondia: I'M FINE

Michele Cristina de Abreu

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Quem é ele que diz que conhece ela como ninguém? Quem é ele que conhece seus corpo, seu coração, sua alma? Ele é o Dono, não de algo, mas de alguém!
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Quem é ele que diz que conhece ela como ninguém? Quem é ele que conhece seus corpo, seu coração, sua alma? Ele é o Dono, não de algo, mas de alguém! Ele é o Dono de seus desejos, de seus caminhos de sua vida. Ela tem o desejo e ela a vontade de realizá-lo. Ele tem os motivos e ela os meios de atendê-los. Ele á a ordem, ela a obediência! Ela é o violino e ele o que tira dela os melhores sons. Ela e as pegadas e ele seus caminhos. Ele a guia pelos caminhos e ela confia em seu guia. Ele sabe das coisas que ela precisa e ela realiza seus desejos Cegos pelos desejos, mas lúcidos pelas certeza. É assim a relação de um Dono e sua posse. O desejo os torna insanos, mas a certeza de que juntos podem chegar aonde ninguém mais chegou é os que os move. Quem sonos nós, meros mortais para entendermos realmente a beleza da entrega de uma submissa apaixonada pelo prazer de ver seu Dono feliz? Quem somos para entender que a cada chibata, a cada açoitada ele só deseja o bem de sua posse? Não precisamos, entender... apenas precisamos ver a beleza da entrega que ela dá a ele e da recepção dele ao realizar nela seus mais profundos desejos. O dia que nós, meros mortais entendermos o quão belo é dar sem receber, entenderemos o amor de uma submissa ao servir seu Dono.

Você podia ter sido meu chão... mas escolheu ser meu céu. O chão me manter firme, me apara em minhas quedas. Nele eu enterro o passado e cultivo o futuro. Creio meu alicerce, me torno forte... O céu... É bonito algumas vezes, mas só serve pra ser admirado e a maioria das vezes…
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Você podia ter sido meu chão... mas escolheu ser meu céu. O chão me manter firme, me apara em minhas quedas. Nele eu enterro o passado e cultivo o futuro. Creio meu alicerce, me torno forte... O céu... É bonito algumas vezes, mas só serve pra ser admirado e a maioria das vezes ignorado.

O dia começa e a posse espera seu Senhor. De olhos esperançosos... De coração disparado....
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O dia começa e a posse espera seu Senhor. De olhos esperançosos... De coração disparado.... Ela quer seu toque Quer a voz Quer o cheiro Quer o chicote. Ela quer aquela sensação de cada novo encontro Aquela que somente ele, o Dono dos seus desejos a faz sentir... Ela quer se sentir liberta, liberta sob as algemas dele.