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Frase de Rosimeri Alves Bernardo

Ah tempo que não me falta. O dia não acaba, mesmo quando cerro meus olhos e caio no abismo escuro do sono. Quem dera eu tivesse realmente sono. Durmo sim, mas apenas para o descanso do corpo. Alimento-me pelo mesmo motivo. Para que essa máquina que me foi dada de presente não desapareça por falta de cuidados. Não há nenhum prazer nisso. Mas, um presente desses não se joga fora apenas por desanimo... Madrugada por favor, vá embora, deixe um novo dia nascer. Ah tempo, por favor, não pare. Mesmo que eu me vá, continua teu curso incessante.

Rosimeri Alves Bernardo

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Pensador.com

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Ah, menino Que acontece com você? Tão carinhoso e guarda essa mágoa toda? Não fique triste com as minhas loucuras Brincadeiras inconsequentes de uma jovem insegura Meu coração fica apertadinho com a indiferença que lançastes Ah, menino doce, fala comigo, o que te aflige? O que te deixa tão amargo? As desculpas não foram aceitas, eu sei, um erro tão grave, não é? Não tem perdão Gentileza gera gentileza Grosseria gera indiferença Indiferença daqueles que são incapazes de tal atitude Eu realmente mereço o que causei Sinto muito

Ate agora Sei que você esta feliz Que os momentos que passamos juntos estão ai, guardados em algum lugar em sua memória.
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Ate agora Sei que você esta feliz Que os momentos que passamos juntos estão ai, guardados em algum lugar em sua memória. Sei que não me apagou completamente de sua vida Já que fiz parte dela por alguns anos Sei também, que me deseja sempre o melhor. Que nossa amizade foi verdadeira mesmo quando não existiu Que faz falta O caminho é longo e a vida não permite olhar para traz E mesmo assim deixa as lembranças como se fosse um presente Presente do passado Ingrato às vezes, mas bem vindo. Bom o que posso dizer? Sinto o mesmo, desejo o mesmo. Obrigada por tudo Mesmo que o tudo signifique Nada.

Sono Ela sobe ao palco Ele esta sentado em uma cadeira de cabeça baixa esperando que a música comece
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Sono Ela sobe ao palco Ele esta sentado em uma cadeira de cabeça baixa esperando que a música comece As luzes acendem e uma nuvem de fumaça azul invade o palco enquanto Ela se aproxima Quando as luzes vermelhas se misturam a fumaça azul, tudo que os espectadores sentados na grande plateia veem é um casal de dançarinos se preparando para mais uma apresentação de dança de salão, mas, eles são mais que isso. A música começa, Ela toca levemente seu rosto, Ele a olha e sorri segura sua mão com delicadeza, levanta e a traz perto de si, um olhar surge entre os dois. Um movimento suave da boca Dele pronuncia um discreto “Eu te amo”. O tempo para ali. Ela sorri com o olhar, envaidecida. Voltaram para a música, seus corpos se unem e tudo começa um salto para o alto termina em uma aterrisagem perfeita, de pé a plateia a aplaude, eles não ouvem os aplausos, alheios em um mundo onde só eles existiam, ninguém mais. Alguns passos à frente um rodopio dessa vez no chão, levemente ela se deixa cair em seus braços. Braços fortes de um corpo atlético Ele facilmente a levantava, como se fosse uma pluma. Ela era pequena e delicada em todas as suas formas, eram perfeitos, na valsa que dançavam não existia erros. Uma breve separação para completar um passo. Quando se reaproximou Ela lhe disse ao pé do ouvido, enquanto eles saltitavam em leves movimentos pelo palco, “Eu te amo”. Ele não precisava de mais nada naquele momento, Ela era tudo. O momento mais esperado, o ultimo giro da valsa, um salto, ela teria que parar no ar, impulso tomado e seu pé se desprende do chão, Ela alça voo livre como um pássaro e Ele a tinha em suas mãos colocou-a no alto com facilidade como sempre, olhou-a nos olhos, sentiu o frio percorrer seu corpo. Ela não estava ali. Acordou de um breve sonho, lindo, triste sonho... Seus olhos vivos ficaram vazios naquele momento. Lembrou-se. Ela se foi. Com os olhos lacrimejados apenas uma pergunta não saia de sua mente: Por que você teve que partir?