Frase de Ana Terra Araújo
O amor pegou a mala e resolveu viajar. Foi para Maracangalha de chapéu de palha. O amor trabalhou incansavelmente e já estava com as férias atrasadas. O amor antes de pegar o carro e ver se Anália queria ir junto para Maracangalha, decidiu parar em Itapoã para beber água de coco e ouvir o mar. Mar esse que por sinal aconselhou: se Anália não quiser ir, vá só! E não é que o amor foi?! O amor entrou no carro, ligou o som, fechou a porta e pegou a estrada. O amor não se estressou com o engarrafamento, nem com o calor e muito menos com a pessoa que passou xingando sua genitora. O amor foi viajar livre das dividas, das cobranças e do remorso de ter sido largado por Anália. O amor colocou protetor solar e foi se bronzear, afinal a palidez resultou na insatisfação. Agora, o amor tira férias. E pouco importa a companhia de Anália. Hoje, o amor se faz completo, sem dependência, sem cobrança e sofrimento. O amor se impôs e Anália sofreu em casa. Solitária. O amor tirou férias. Anália sofreu com o saudosismo. Mas, se bem me lembro, o amor tinha convidado Anália; mas, ela preferiu a liberdade. Liberdade essa que foi usada como libertinagem. O amor cansou de dar sem receber. O amor juntou os honorários e tirou férias a longo prazo. Anália se arrependeu. Mas, querida, agora já era tarde! O amor se foi e largou o emprego como estagiário. Quer dizer, escravo.
No pensador.ai desde