Frase de Maria Riber
Gosto de mergulhar no desconhecido. De me lançar em vivências que ainda não tive e me permitir aprender lições que, talvez, só entenderia anos depois. A intensidade dessa rotina agitada, das escolhas impensadas e dos caminhos inesperados... faz parte de quem eu sou. E, ainda assim, o que me trouxe até aqui não foi a pressa, foi a espera. Curioso, não é? Enquanto tantos correm para ter tempo, eu precisei de um tempo longo para não ter. Talvez porque toda pressa, se vivida antes da hora, arranca a flor do caule antes que ela esteja pronta para florescer. E foi preciso muito silêncio e muita pausa até aquele momento acontecer. Não por falta de vontade, mas por falta de preparo. Hoje, entendo: se tivesse recebido tudo que pedi no tempo em que pedi, teria desistido no meio do caminho. Porque ainda não era hora. Algumas fases não são castigo. São solo. E é no solo que se cria raiz. A espera é uma escola silenciosa. Ela testa a força que ninguém vê. E é por isso que muitos desistem antes de alcançar o sonho; não por fraqueza, mas porque lutar contra si mesmo, todos os dias, cansa. Só que sonhos não florescem na superfície. Eles exigem profundidade. É como uma rosa. Tão desejada, tão admirada. Mas ninguém vê o que ela enfrentou para florescer. Antes de exibir sua beleza, ela teve de resistir aos próprios espinhos. Cada dor que a cortou serviu para protegê-la. Cada ciclo, cada dia cinza, foi necessário para que ela pudesse, enfim, desabrochar. E, quando desabrochou, já não era mais a mesma. Era mais forte. Era mais inteira. Era a flor mais viva de todo o jardim.
No pensador.ai desde