Pular para o conteúdo

Frase de Gabriele Fernandes

" Sentada na beira da cama, eu pensei, ou melhor, desejei o colo de alguém (não um alguém qualquer, e sim aquele alguém especial que eu ainda não conheço, ou talvez conheça e só não tenha me dado conta)... Desejando que ele me faça sentir, aconchegada em seus braços, uma sensação e uma certeza de que se o mundo acabasse naquele exato instante, eu morreria feliz. Com uma paz que há muito tempo, (ou talvez nunca), tenha sentido. Sensações, divagações, sentimentos. Uma vontade. Vontade que nasce e se aloja em meu sentir. Vontade que traz saudades, desejos, exatidões. Que me faz sonhar. Desejar o indesejado. Fazer do impossível, possível. Vontade louca daquele beijo inesperado. Do toque de suas mãos. De fazer amor, de tomar banho na chuva, na cachoeira, de mergulhar juntos nas ondas do mar, numa praia lindíssima... Vontade de coisas simples, de viver momentos singelos que se tornarão grandes lembranças para relembrar sempre que eu quiser ter a certeza de que a felicidade existe, e que está nos momentos simples da vida... Naqueles momentos que são os melhores. Que nos fazem sentir vivos. Que quebram todas as incrustações, que derretem o gelo dos nossos corações, tornando-lhes a bater como outrora, livres e desimpedidos de tudo o que lhes tornava granito, gelo, um inceberg em meio ao oceano. Fazendo com que se apaixonem mais uma vez. "

Gabriele Fernandes

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Gabriele Fernandes

" E eu estou só cansada de mendigar algum sentimento que seja de alguém, quando ninguém pode me dar nem metade daquilo que eu necessito... "
" Quando eu era pequena, eu sonhava que um dia o meu príncipe encantado viria me buscar e tudo seria mais feliz. Eu construiria uma família ao seu lado e viveríamos felizes para sempre. O céu, de repente, ficaria azul, e nunca mais seria o céu cinzento ao qual eu estava acostumad…
Continuar lendo

" Quando eu era pequena, eu sonhava que um dia o meu príncipe encantado viria me buscar e tudo seria mais feliz. Eu construiria uma família ao seu lado e viveríamos felizes para sempre. O céu, de repente, ficaria azul, e nunca mais seria o céu cinzento ao qual eu estava acostumada. As pessoas sorririam para nós e eu me sentiria, pela primeira vez, amada de verdade. Tudo seria colorido. Quiçá, até repleto de arco-íris. O sol, radiante lá no céu, nos encheria de luz e uma sensação de paz, conforto e felicidade brotarião em nossos corações. Mas aí o tempo passou, eu mudei e tudo mudou. A criança que eu era, cheia de sonhos e fantasias, já não existia mais. Depois de tantas decepções, lágrimas, corações despedaçados, eu não era mais a mesma. Uma alma intacta, pura e inocente, fora cruelmente vilipendiada, tomada de seus sonhos, dando lugar a esse ser vazio, oco e sem esperanças. Pude enxergar o mundo com os meus olhos de adulta. Aqueles olhinhos pequenos e arregalados de criança curiosa a tudo, não podiam imaginar a extremidade das coisas que eu poderia ver um dia, ou seja, as obscuridades desse mundo insano. Aqueles olhos acreditavam no que os filmes e os livros infantis diziam. Aqueles olhos sorriam e tinham esperanças, mas os meus olhos foram ficando duros, com o passar dos anos, ocasionalmente por terem enxergado a realidade como realmente ela é. Deixando-me cética a tudo e a todos. Achando o mundo um tremendo saco de viver... "