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Frase de Luana Raquel

solidão Abraço vazio que sustenta as tardes assombrosas de março. O toque disperso. Troca solene de vaidade sem fim. Sentimentos ocultos, respostas distorcidas. O vazio então permanece assim, Cheio do MISTÉRIO que vem na espreita. Procurando o mais obscuro culto para se alojar. A hora que nunca veio Está para chegar Peregrinando nos corações sombrios Logo, jaz a porta, vem Abril... Estilhaçando as cordas da morte Vem lutando com a própria sorte Procurando a paz, que descansa no mais profundo abismo Era uma vez. Despedaçando a ferida incurável Com um poder destrutível: A palavra.

Luana Raquel

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Pensador.com

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Lave-se do ódio vista-se com a bondade E perfume-se com o mais doce aroma da vida: O Amor.

Era apenas frio... Começou com um vento frio e denso, nuvens fechadas e paradas no tempo, luz que desafinava do seu tom. Era dia, entretanto, com sensação noturna ele prevalecia. O obscuro das lamparinas aqueciam os casebres que ali se encontravam, perto das janelas dos quintai…
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Era apenas frio... Começou com um vento frio e denso, nuvens fechadas e paradas no tempo, luz que desafinava do seu tom. Era dia, entretanto, com sensação noturna ele prevalecia. O obscuro das lamparinas aqueciam os casebres que ali se encontravam, perto das janelas dos quintais, às vezes nos portões ou em cima das mesas de madeira. Elas estavam em todos os lugares, sofridas, rachadas pelos arredores e descascadas de velhice, eram sóbrias e inúteis ao olhar. Aguentavam, pois eram destinadas a isto: Aguentar. ‘Só mais um pouco’ diziam elas, todas com energia vital renovada a cada dia e com a esperança diária de ser “útil” para aquele humilde povo, que vagava constantemente no meio das grandes plantações, a procura do mantimento que os sustentava. As provações eram constantes, fazia parte daquele lugar, uma delas era a névoa que consumia e devorava o trabalho ardo dos homens e mulheres, dia e noite, noite e dia... Difícil, mas compreensivo... Viviam em um lugar onde os rios oravam à mãe natureza pedindo: - POR FAVOR, AQUEÇA-NOS PARA QUE ASSIM VIVAMOS E POSSAMOS LOUVAR A TI, Ó! MÃE NATUREZA. Contudo, a resposta, quem fornecia não era ela e sim, Deus, que fez tudo e todos, mas ninguém compreendia que desde a fundação foi dada a largada de uma jornada árdua e difícil de lidar. Com esforço eles, (homens e mulheres) descalços em linguajar, mas armados em guerrear, contra o inimigo da fartura, tinham que carregar em seus lombos, as consequências do orgulho. Assim, mas um dia se passou. O dia que não era dia, e sim um rastro diurno que só impugnava o tempo, e que cada momento ia desaparecendo, lentamente, aos sons das águas condensadas que caíam sem parar em um ritmo dançante, porém, o tempo estava opressivo demais para bailar. Contradições temporais eram descritas no papel, de um escritor que, sem motivo algum, descrevia detalhadamente o tempo que, certamente nunca vivenciou, e chegando ao alto de sua imaginação, parágrafos e palavras ele recitou... “Era apenas frio” - continuou...