Frase de Azis Abrahão
OS NAMORADOS Eram estranhos - dois desconhecidos: Duas almas, dois destinos e duas vidas. Mas hoje, obra dos deuses e cupidos, São, numa só, criaturas confundidas. O amor pode explodir, como um lampejo, De olhares que se cruzam, casualmente, Na viva labareda de um desejo, Brotando, com ardor, tão de repente. Pode nascer, também da convivência, Que é comum no trabalho ou nos estudos, da qual resulta aquele mútua influência, Tendo a amizade e a união por seus escudos. Às vezes pode vir da afinidade, Divina sedução entre duas almas, Que vincula os destinos e os invade, Aureolando-os de glórias e de palmas. Não raro ele provém da simpatia, Divina sedução entre duas almas, Que vincula os destinos e os invade, Os olhos carregados de ternura. Na comunhão da vida, é o mensageiro De dois seres, no enlace emocional, Em que cada qual vê, no companheiro, Seu sonho, sua ilusão, seu tipo ideal. É o namoro a radiosa temporada, Da história conjugal o seu advento, Como estágio inicial de uma jornada, Cujo epílogo é o próprio casamento. (Ao mestre Azis, in memoriam)
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