Frase de Jossana Rocha
Não morro de amores pelos relógios, chegando a irritar-me com o tic-tac das horas. Gosto de guiar-me pelo sol e pelo passar dos meus próprios momentos… Eu e o tempo sempre nos desencontramos, a vida toda. Nunca me adequei a nenhum instante, a nenhum lugar. Sou definitivamente atemporal… Sou uma mistura de todos os tempos, pura nostalgia… Gosto de história e filosofia, porque não envelhecem. E não respeitam as horas, não precisam de relógios. Para construir e desconstruir ao longo dos tempos os homens e a sua “humanidade”. E assim sigo no encalço dos meus próprios passos lentos. Quando tento acelerar, perco-me aqui dentro. É bem aí que estagno, e esqueço das horas. Porque a pressa deforma a vida. Pelo menos, com a minha é assim… Escondo todos os relógios da minha casa… e fujo de tudo que me apresse… Não consigo pensar com esse tic-tac que me atormenta. Lembrando-me do tempo que teima em escorrer-me pelas mãos… Sou feliz às avessas… enquanto todos correm atrás da felicidade… Preciso aquietar-me tentando ser feliz com o que sou e tenho… Para não enlouquecer diante de todos esses segundos, minutos, horas e anos. Que se apresentam diante de mim... E assim, na contramão de tudo… Sem encarar olhares, pois raramente apareço em algum lugar… Sigo, ou melhor, recarrego-me e sigo. No meu tempo, pois só com ele “sei” lidar.
No pensador.ai desde