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Frase de Marcelo Caetano Monteiro

“O Círio e o Espelho” Será que fui eu, Camille, quem te matou? Ou foste tu quem morreu de mim — exausta das sombras que te dei por abrigo? O sangue que escorreu em meu pulso era o mesmo que um dia te alimentou no beijo. E, quando o frio tocou a tua pele, foi a minha febre que te cobriu. Sim, talvez eu tenha te assassinado, não com ferro, mas com a insistência de querer-te além da carne, com o desejo que te prendeu ao silêncio do meu delírio. No espelho do teu túmulo, vejo o reflexo que me acusa — e é o meu próprio rosto. O assassino e o morto dividem o mesmo corpo, a mesma lembrança, a mesma culpa. Porque, no fim, amor e morte são irmãos e eu, Joseph, sou o órfão de ambos.

Marcelo Caetano Monteiro

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Marcelo Caetano Monteiro

" Quem faz e erra aprende mais rápido do que quem apenas observa e aponta falhas. "