Frase de Delamandra
Sou o nome que o estado pronuncia, sou o rosto que o povo vê passar, uma engrenagem da luz, do dia a dia, feito para agir, servir e estar. Nesta parte, sou de todos, sou vitrine, sou a mão que aperta a mão da multidão; uma história escrita para que se assine, sob o olhar atento da vigilância e do chão. Mas quando a porta se fecha e o som recua, despojado da veste, do cargo e do papel, encontro uma estrada que não é rua, um silêncio imenso, sem teto e sem céu. Sou, então, o que ninguém fotografa, um segredo guardado onde o público não vai; enquanto o mundo lá fora se autografa, aqui dentro, o peso da máscara cai. Entre o dever que me expõe e o que me guarda, sou esse estranho equilíbrio, esse nó: uma parte de mim é chama e salvaguarda, a outra, um universo onde estou só. ( Viver e pertencer a si mesmo) Música.
No pensador.ai desde