Frase de Sérgio Antunes de Freitas
DA DESIMPORTÂNCIA DO SER Eu vi um voo sem pássaro! Partiu de uma ramagem inexistente E não podia pousar. Era um voo inocente, Que se adentrou pelo mar. Mas o lixo marinho impedia o descanso. No lixo da terra, não caberia, Pois havia muita gente, Comendo do lixo da vida. Eu vi um escravo sem senhor, Extraindo o ferro da terra, Para fazer seus grilhões! Esmurrava pensamentos, Atacava filosofias, Suplicava por sofrimentos! Senti o perfume de flores ausentes, O vento da calmaria, E o sol sem raiar o dia. Eu vi um futuro sem mundo! Foram tantos os erros dessa gente, Que Deus se sentiu impotente. Sérgio Antunes de Freitas Fevereiro de 2022
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