Frase de Carlos de Castro
SINFONIA DE OUTONO Que sons, que magia Andam no ar todo o dia. Cantam os frutos ao cair no chão Toca ainda o vento suão Nas luras das árvores da fornicação. A terra farta de ser emprenhada Pede ao lavrador a paz da enxada. O lavrador, amealha o pão Que a mãe terra lhe pôs na mão. É pão, é fruto, é vinho de suor E tanta gente a rezar pelo melhor. Eu também rezaria a cantar E, ai, se a natureza me desse voz Eu cantaria para todos vós Num canto pranto de arrebatar - Corações do meu abono, Nesta sinfonia de Outono. (Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 28-09-2022)
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