Frase de Risomar Sírley da Silva
NAS NUVENS [PRAÇAS] Um dia ficara adulto e percebeu não ser criança. Semelhante aos demais, a vida lúgubre. Passou a andar rude nas praças. A olhar para o céu, 'bestiado' porque as nuvens nunca caem... Talvez elas declinem nas suas formas várias - pensara! Exuberantes e tão tempestuosas. Nuvens de poeira e algodão doce ficadas para trás. Como a vida metaforizada, nuvens levadas ao ermo... A praça estar vazia. Nos céus, nuvens de orações e tecnologias. Sem perceber, as praças caíra no esquecimento, surrupiadas e expostas nos ventos, sem ar... Tudo perde a graça ao olhar para o céu sem granizos. E todo o tempo as nuvens sempre caem em chuviscos. Das praças mirando ao alto, as nuvens já são tão repetitivas. Menos as células abaixo, enferrujadas envelhecendo sorrisos... As pessoas só veem aqui [praça] por algum tempo, quando tem a liberdade de fitar os olhos nas suas tempestades. Após, se aprisionam em outros espaços caóticos, nuvens de areia impactando-se... Na praça há multidões, chuvas ácidas. Nas nuvens, simplórios corações dualistas. Seres matando expectativas sem antes abraçá-las... Sempre se olha para as nuvens asfixiando conquistas. E as praças em preto e branco, já não tão mais otimista, lembra saudade e solidão...
No pensador.ai desde