Frase de Alejandra Pizarnik
Amanhã me vestirão com cinzas à alba, me encherão a boca de flores. Aprenderei a dormir na memória de um muro, na respiração de um animal que sonha.
No pensador.ai desde
Amanhã me vestirão com cinzas à alba, me encherão a boca de flores. Aprenderei a dormir na memória de um muro, na respiração de um animal que sonha.
No pensador.ai desde
Não sei sobre pássaros, não conheço a história do fogo. Mas creio que minha solidão deveria ter asas.
VOZ MENDIGA E ainda me atrevo a amar o som da luz numa hora morta,
VOZ MENDIGA E ainda me atrevo a amar o som da luz numa hora morta, a cor do tempo num muro abandonado. Em meu olhar o perdi todo. É tão distante pedir. Tão perto saber que não há.
Se te atreveres a desvendar a verdade desta velha parede; suas fissuras, suas ranhuras,
Se te atreveres a desvendar a verdade desta velha parede; suas fissuras, suas ranhuras, formando semblantes, esfinges, mãos, clepsidras, seguramente te haverá de surgir uma figura para acalmar a sede, provavelmente se haverá de ir esta ausência que te bebe.
Quando me olhas meus olhos são chaves, o muro tem segredos,
Quando me olhas meus olhos são chaves, o muro tem segredos, meu temor palavras, poemas. Só tu fazes de minha memória uma viajante fascinada, um fogo incessante