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Frase de Janilma Lins

LOUCURATERAPIA ⁠Em um certo momento um louco desistiu do seu psiquiatra, havia notado que embora tentasse de todas as formas e até mesmo inovasse seus métodos de loucura adquirido com muito esforço ao longo de uma vida inteira de insanidades. Nada tiraria um fio de cabelo lambido do lugar, da cabeça redonda e bem penteada daquela criatura que mais parecia ter sido criada em um molde, e que jamais o faria perder a razão de uma chatice fria e cinza. Sabendo que em momento algum ele iria dançar desbragadamente na chuva, pés descalço, cabelos emaranhados e corpo nu. Decidiu que o daria alta, com uma profunda tristeza de não poder compartilhar dessa liberdade, intensidade e desapego. Entrou em sua cela, sentou-se encostando suas escapulas na parede fria e descascada e iniciou o ensaio jogando a cabeça para frente e para trás em um ritmo que representava rebeldia e indignação. E em alto e bom som repetia: se meu espírito é livre, eu não deveria morrer aqui. Porque um sábio aprisiona a própria alma dentro de si? E antes que falasse algo mais, foi tomado pelo efeito de entorpecentes e apagou.

Janilma Lins

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Os primeiros raios de sol vem trazendo o som da mais bela orquestra e uma essência suave quase imperceptível; O bule dança sobre as chamas espalhando um novo perfume enquanto novos sons surgem aos poucos abafando a beleza do primeiro. A rotina chega e junto o esquecimento do mi…
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Os primeiros raios de sol vem trazendo o som da mais bela orquestra e uma essência suave quase imperceptível; O bule dança sobre as chamas espalhando um novo perfume enquanto novos sons surgem aos poucos abafando a beleza do primeiro. A rotina chega e junto o esquecimento do milagre de acordar.

Ascendo um cigarro e, a memória da noite passada parece se reproduzir na fumaça. O cheiro dela... Se desfaz na lembrança de sua pele fresca junto ao aroma suave de alfazema que sinto nos lençóis. A cada trago, lembro-me de seus beijos com sabor frutal do batom vermelho rubi. Pa…
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Ascendo um cigarro e, a memória da noite passada parece se reproduzir na fumaça. O cheiro dela... Se desfaz na lembrança de sua pele fresca junto ao aroma suave de alfazema que sinto nos lençóis. A cada trago, lembro-me de seus beijos com sabor frutal do batom vermelho rubi. Parece que sinto a maciez dos teus lábios na minha pele. Cinzeiro, cinzas e pontas de cigarro. Lembranças da cama desfeita, dos nossos corpos largados e exaustos de tanto fazer amor só por amar...

Pingos de chuva escorrendo no vidro da janela do quarto. Enquanto observo... Seus lábios, suavemente deslizam pelo meu pescoço e ombros. Com uma das mãos, solta meus cabelos, enquanto com a outra, segura minha cintura.
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Pingos de chuva escorrendo no vidro da janela do quarto. Enquanto observo... Seus lábios, suavemente deslizam pelo meu pescoço e ombros. Com uma das mãos, solta meus cabelos, enquanto com a outra, segura minha cintura. Na vitrola a doce voz francesa de Piaf em La vien en rose. Que momento perfeito. Chuva do lado de fora. Palavras, carícias e troca de olhares. Apesar do tempo...O quarto é aquecido pelo amor.

Encosto meu rosto em seu peito e, sinto seu perfume levemente amadeirado. Seus pêlos se movem ao ritmo da minha respiração e, com as pontas dos meus dedos em movimentos circulares​ e imperfeitos, descubro sua pele macia. O som da sua voz serena me envolve em seu corpo, enquanto…
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Encosto meu rosto em seu peito e, sinto seu perfume levemente amadeirado. Seus pêlos se movem ao ritmo da minha respiração e, com as pontas dos meus dedos em movimentos circulares​ e imperfeitos, descubro sua pele macia. O som da sua voz serena me envolve em seu corpo, enquanto sua mão, afaga meus cabelos. Carinhosamente beija minha testa. Seu calor, a penumbra, o silêncio me conduz aos mais doces sonhos, onde mal algum pode me ferir enquanto durmo em seus braços.