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Frase de Leonardo R. Pessoa

⁠Pareidolia Nas nuvens, um coelho, feito de vento e migalha de céu. A natureza inventa vida onde há silêncio, e a mente, danada, faz enxergar. Eu vejo contornos que nem existem, ou talvez existam, porque os inventei. Minha sina é dar nome às coisas que ainda não sei o que são e bordar sentidos no que vi. Um galho seco me acenou — ou talvez fosse um braço. Ao lado, a bananeira, com dentes amarelos, sorriu. As coisas criam sentidos quando alguém as olha sem pressa. Dia desses, vi teu rosto numa poça d’água, um rosto de luz, desses que não têm peso. A poça ria de mim com suas bordas de lama, igualzinho tu faria se me visse fantasiar. E eu, feito criança, ri de volta. Seria loucura, ou só o mundo brincando de ser? Tudo acaba virando o que o olhar quer.

Leonardo R. Pessoa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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“Deturpei meus sentidos. Chamei de amor os meus exageros e de paz minha surdez. Tudo em mim era mentira... Exceto pela dor, essa nunca me traiu.
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“Deturpei meus sentidos. Chamei de amor os meus exageros e de paz minha surdez. Tudo em mim era mentira... Exceto pela dor, essa nunca me traiu. Sofrer foi a única prova de que mesmo delirando eu estava existindo.”