Pular para o conteúdo

Frase de Augusto Vicente

Amigos, Amores, Fatos e Fluidos. É fato que os fluidos escoam. Fluir é o paradoxo dos fatos, é impregnar, deixar vazar. De lábio em lábio catalisam-se as fantasias, fato abstrato inerente ao escoar dos fluidos, os quais são concretos e ativam as paixões, que são abstratas e se escondem nos corações. A viscosidade é inerente ao desenvolvimento da natureza humana. O ser humano cresce quando escoa à medida da viscosidade de sua alma. A viscosidade de um ser pode ser alterada, não importa a sua idade. Adicionando-se ou retirando-se fatos, um ser deve mergulhar ao mundo das águas e buscar sua unidade. Aos Ausentes! Esta noite não representou uma seção de apedrejamento. O sabor da expectativa do vosso desembarque se confundiu com as alegrias e os fluidos em nossos copos. Aos Amigos! Lubrifiquem-se com abraços mil e gritos de alforria. As amarras são invisíveis, e não nascerdes para serem escravos de homens ou fatos. Aos Homens! A riqueza maior do universo está no sorriso de vossas mulheres e filhos. Se não dispõem de umas ou outros, buscai fluir pela filosofia. Às Mulheres! Dêem vazão à troca de fluidos. Entreguem-se! Transformem-se no fato maior do fluir de nossas vidas, oh pobres homens. Ouçam! Desejamos, hoje, agora, ser lubrificados por vossas almas e corpos. A todos, muito obrigado por trazerem bons fluidos a esta casa e a esta mesa. Isso também, com todo o respeito, é fato para ser retratado como uma Santa Ceia!

Augusto Vicente

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Augusto Vicente

Liberdade, Abrir uma porta, pegar um trem. Escorrer feito água, sonhar.
Continuar lendo

Liberdade, Abrir uma porta, pegar um trem. Escorrer feito água, sonhar. Virar pó, fluir com o vento. Romper o gesso, partir a corda. Reacender a chama, fechar os olhos. Respirar fundo, libertar os ouvidos. Soltar o pássaro, correr aos braços de Deus. Animal sadio, homem consciente.

O que podemos fazer diante das forças da natureza? Se surpreendidos por uma tempestade de calúnias, podemos nos recolher aos invernos de nossa alma, ou, com o brilho de nosso sorriso, ofuscar a quem teme a luz do Sol. Ao sermos testemunhas das picadas do preconceito, podemos no…
Continuar lendo

O que podemos fazer diante das forças da natureza? Se surpreendidos por uma tempestade de calúnias, podemos nos recolher aos invernos de nossa alma, ou, com o brilho de nosso sorriso, ofuscar a quem teme a luz do Sol. Ao sermos testemunhas das picadas do preconceito, podemos nos unir ao enxame, ou, arejar nossa postura com as brisas da sabedoria. Mordidos pelo lobo da traição, podemos acoitá-lo até a morte, ou, domesticá-lo nos bastidores dos nossos pensamentos, alimentando-o com poesia e filosofia. Quando o nosso errante barco de desejos for sorvido por um maremoto de fracassos, podemos afundar em desespero, ou, nadar rumo ao mistério do nosso ser para contrabalançar as forças navegantes da emoção. Sendo esquecidos à sombra branca do deserto da solidão, podemos nos tornar areia e padecer, ou, encontrar o acolhedor oásis que há em nosso coração e atrair novos amigos e amores para o recomeço da jornada. Ao termos o coração dilacerado pelas feras da inveja, podemos enterrá-lo ainda em vida, ou, auscultar suas mais belas e sutis vibrações de esperança. Ao sentirmos os tímpanos de nossos dogmas explodirem ante o uivo dos ventos da mudança, podemos engessar o nosso espírito, ou, nos transformar em uma borboleta azul e pairar sobre um novo jardim. Ao ter os pilares de nossa personalidade abalados por um terremoto, podemos não compreender e agredir, ou, escorar nossos sentimentos nos ombros de verdadeiros amigos. Quando nossa saúde estiver à mercê das faíscas de um incêndio, podemos espalhar o destempero, ou, aceitar nossas lágrimas como um bálsamo de Deus que nos saúda para um novo tempo. Diante dos olhos da ave portadora da boa-morte, podemos não compreender o seu propósito de vida, ou, tornar o seu vôo um passeio de coragem para nossos filhos.

Devemos visitar os bastidores de nossa alma, fantasiados de palhaço. Dessa forma, podemos sorrir de nossas falhas e tripudiar das inseguranças, atraindo-as para o nosso maior aliado: o picadeiro. É aqui, que as feras de orelhas enormes minguam ao som dos aplausos de Deus e dos no…
Continuar lendo

Devemos visitar os bastidores de nossa alma, fantasiados de palhaço. Dessa forma, podemos sorrir de nossas falhas e tripudiar das inseguranças, atraindo-as para o nosso maior aliado: o picadeiro. É aqui, que as feras de orelhas enormes minguam ao som dos aplausos de Deus e dos nossos amigos.