Frase de David Gismenes
Decocção de areia Não sei o que sou, só sei quem sou Pulo em um mar, navego Seco o mar esta e dentro dele uma planta morta tem Para o fundo da areia a planta vai Aquece e se torna uma rocha Que com o tempo se desgasta e vira pó Em meio aos pós há um brilho Se desfaz feito fogo ateado na folha E o pó com um vento se desfaz como cinzas da folha O mar seco com areia se torna rochoso Tudo o que tinha de vivo morreu No céu não tem nem azul nem nuvens No céu que reflete o mar vejo meu reflexo Em um piscar de olhos desapareceu, junto com o sol que se esfria e cai Suas cinzas desaparecem nas rochas que já foram água Já sei o que sou, não sei quem sou.
No pensador.ai desde