Frase de Felipe Magister
escrevo para desafogar a alma. para espantar as peraltas. para matar a ansiedade e jogar do precipício toda acidez que me abraça. para silenciar o peito que grita. para me livrar da culpa. para curar as feridas e, aos sentimentos renegados, fazer visita. para compensar as palavras não ditas e ao que ainda vive engasgado. para mergulhar nas minhas imundícies e no caos que havia guardado. para me libertar das amarras, para expelir meus pensamentos e microfonar os sentimentos. para dar voz ao coração como forma de oração e dar vazão a toda intensidade que jaze dentro do meu universo; refletido neste verso ou em minha imensidão. escrevo para revelar minha identidade como forma de liberdade. escrevo para quebrar as correntes do conformismo e da realidade. escrevo para ser ouvido. para tocar e ser sentido, mas sobretudo, para não fazer sentido; mesmo que seja preciso me despir para traduzir, interpretar e reluzir. escrevo para falar de amor e para fazer amor. para dar cor ao céu cinzento e, para você que estiver lendo, dar alento. escrevo para me aprofundar e navegar nos meus oceanos mais obscuros. escrevo para existir. escrevo para me encontrar. escrevo para me salvar de mim mesmo e me reencontrar.
No pensador.ai desde