Frase de Susana de Luiz Lopes
Silenciosa viagem. Ah! A luz fugaz... Minha primeira refeição do dia: Uma taça de vinho da garrafa vazia. Água da vida para um vagabundo? Sopa de pedras para o jantar! Maldita libido! Antes um cigarro, agora um lago. Grito mudo na porta de luar! Amor? Mais amor! A viajante solitária no encontro de si mesma. Página a página. Ei-los: A rosa - O vento (No jardim íntimo, onde cada solilóquio é confessado). Harmonia e confusão. Balão suspenso. Bocas seladas, casas desabitadas. Piada ou conto de fadas? Aquele mofo por trás das cortinas. O pó mágico que entorpece a língua. Anestesia para as narinas cansadas. Sem cheiro, sem pelo, nenhuma cor. Amor e ódio na tela da TV. Amor e ódio no jornal, na varanda e no quintal. Na cama sempre é doce! Meias verdades calçando sapatos de lã. Ou será essa também uma laranja inteira? A mulher piano certa nas mãos do pianista errado. Mais uma folha de papel timbrado, amassado e rasgado. Um mar de silêncio do quarto, grito mudo outra vez. Loucura, remédio sem cura, lixo, fumaça, embriaguez! Juízes equilibristas. Deputados malabaristas. Sorrisos de elástico vomitando dúvidas. Alimentam bocas pela certeza. E as calçadas estão repletas deles. O vento que afaga meus cabelos, ele também me beija. E a morte me belisca a cada nova piscada. Ah! A luz fugaz... Amor, mais amor. Grito mudo na porta de luar!
No pensador.ai desde