Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
SONETO DE INVERNO ... Cai a madrugada fria, lá fora, sem lamento E, cá dentro, hora em hora, indo a semana Afora, uivando na janela o soprar do vento Um cheiro úmido do chão e do chão emana No cerrado e sobre o torto galho cinzento O orvalho escorre, e da frialdade dimana Sobre o vasto horizonte o nevoeiro lento Sedento, é a invernada em sua total gana Aí que frio! arde o fogão de lenha, a flagrar No alarido da madeira chora o fogo doído Como é bom nesta hora o agasalho do lar Sob o teu olhar, teus beijos, ternuras feito Coração aligeiro, abrasado, amor querido! E, eu prazido, me aquento no nosso leito... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 18/04/2021, 04’57” – Araguari, MG
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde