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Frase de Leonardo R. Pessoa

⁠Fontana do Trevi Caem as moedas como migalhas de brilho, partem das mãos com o desejo de se tornarem sonhos, e o fundo as acolhe como silêncios, esperando que o tempo lhes devolva voz. A fonte, imensa em sua mudez, de costas, recebe pedidos que não ousam gritar. Em Trevi, o desejo pactua entre águas, como se um murmúrio pudesse concretizar o devaneio. Cada moeda que afunda carrega um preço, um desejo que custa a esperança. É um pacto entre a moeda e o homem: ele joga, e a fonte o dissolve em segredo, restituindo-lhe um pouco de vazio, como se o vazio fosse tudo que temos. O que desejamos, na verdade, não é sermos atendidos — mas sim que o mistério siga impenetrável, e, no reflexo da fonte, o que buscamos ver é apenas o eco de nós mesmos, profundo e mudo.

Leonardo R. Pessoa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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“Deturpei meus sentidos. Chamei de amor os meus exageros e de paz minha surdez. Tudo em mim era mentira... Exceto pela dor, essa nunca me traiu.
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“Deturpei meus sentidos. Chamei de amor os meus exageros e de paz minha surdez. Tudo em mim era mentira... Exceto pela dor, essa nunca me traiu. Sofrer foi a única prova de que mesmo delirando eu estava existindo.”