Frase de L. R. Monteiro
"Metade do meu ser, sou eu. A outra metade é o que eu gostaria que um dia eu fosse, ou melhor, é o que eu vejo em outros de bom, que de certo modo quero ter, possuir, ser. Não é inveja, apenas vontade. E, diga-se de passagem, é até um elogio às outras pessoas, pois há alguém que as admira. Metade do que eu sou, é meu. A outra metade é controlada, não por minha sanidade, conceitos, e princípios , mas por desejos, aqueles da carne. Desejos esses que me fazem errar, cair, sofrer, mas em contrapartida, me fazem ter em minha mente e coração as mais lisonjeiras, sublimes, e satisfatórias sensações e experiências. Metade do meu ser, é errôneo. A outra metade, esta tentando acertar. Metade do meu ser, é o que querem que eu seja. A outra metade, eu não posso contar, ou melhor, não saberia. Metade do meu ser se preocupa com o próximo e se importa realmente de como estão, o que pensam e sentem. A outra metade, fica cala e não segue ,muito menos se preocupa se está seguindo o politicamente correto. Metade do meu ser, não sabe do que estou falando agora. A outra metade, sabe e entende. Metade do meu ser, se nega a aceitar a escrita deste texto. A outra metade, anseia por isso. Eu vivo em constante dúvida, presente divisão. Ou quero e não consigo, ou consigo, mas não quero. Quero ser eu, mas faço o que esperam de mim. Não quero sofrer, mas escolho amar. E, infelizmente, essas são coisas que, em alguns casos, não podem estar juntas.”
No pensador.ai desde