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Frase de Alessandra Menegaz

Ela mal poderia contar quantos quilômetros da amazônia ela havia ajudado a desmatar ultimamente, devido a quantidade de vezes que ela teimou em fazer papel de trouxa. Não falo da vez que ele a deixou esperando - linda e cheirosa - na porta de casa e não apareceu. Ou daquele dia em que ela ligou exatamente 6 vezes e ele não retornou. Nem mesmo quando ele foi viajar e disse que lá não funcionava o celular - por longos 10 dias - para ligações. Incrivelmente ele só funcionava para visualizar o whatsapp (e não responder) e postar fotos nas redes sociais, sei lá. Nem vale lembrar aquele dia em que ele ficaria em casa, e sem querer já estava na mesma balada, acompanhado da amiga - aquela de infância que ela nunca ouviu falar, que havia esquecido o vestido em casa e lançando a moda do use somente uma blusa na balada -, esse dia nem foi pra tanto né? Também não falo daquela vez em que ele acordou sem lembrar do que aconteceu no dia anterior (principalmente a parte em que ele a pediu em namoro), coitado né? Ou aquela vez que ele beijou aquela garota na frente dela, depois de ter afirmado no dia anterior que ela era a garota mais legal que ele havia conhecido (esqueceu de falar que era a "do dia"). Sem contar quando ele afirmou que gostava muito dela, mas que era ela quem estragava tudo. Tudo culpa dela. Vai entender. Isso que esses acontecimentos cotidianos nem fazem parte do último pacote de 800 folhas, que ela acabou de utilizar. Mesmo com tantas indiretas - quase tapas na cara de verdades doídas - para que ela entendesse de uma vez por todas, que a única coisa que ele desejava entre eles era a existência de um muro bem alto, ela não enxergava, era tão claro. Mais parecia que a garota gostava mesmo de sofrer. Por diversas vezes ela acordava pra vida - ao som da música Aleluia, sei que esta cantando baixinho -, apagava o número dele, excluía seu instagran, seu facebook, e permanecia por meses sem sequer tocar no nome do indivíduo. Oh Glória! Mas entre algumas bebidas e outras, quando batia aquela saudade que ela nem sabia do que, lá pelas tantas da manhã. Após ter flertado com no mínimo os 4 caras mais lindos da festa, ela lembra dele. Caraca!!! Logo agora? Então, ela sorri aliviada quando lembra que excluiu o número dele, não tem o facebook nem o instagran. Ótimo garota! Até que começam a surgir aqueles números aleatórios e piscantes em sua mente. Não é que a garota sabia de cór o número dele? Então - por favor, trilha sonora triste, muito triste, qualquer uma, tem? - ela ligou. Isso. Cara ela ligou. Tudo, por água a baixo. Depois de tudo que conseguiu até aqui, depois de não ter lembrado dele após o segundo copo, depois de não ter mandado qualquer estou com saudade, aleatório, sem querer e indevido. Depois de quase esquecer. Não acredito! Ela voltou a estaca zero e passou a desmatar intensamente a amozônia novamente. É isso mesmo? Ela só precisava entender o que estava tão óbvio. Ele não queria ela. Pronto. Tão simples e tão na cara. Não adiantava. O problema não estava nela, nem nele. Ela não fez nada de errado, não ligou na hora errada, não chegou na hora errada, não é demais para ele, nem vice-versa. Ele só não queria estar com ela. Sem explicações, sem motivos conclusivos. Ela precisava entender que a natureza e aquelas árvores coitadas não tinham nada a ver com o papelão que ela estava teimando em fazer, e que insistir em um cara que definitivamente não quer saber de você, é igual olho azul em gente feia, não adianta nada!

Alessandra Menegaz

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Alessandra Menegaz

Agora ela vai afogar as mágoas em bebidas cada vez mais fortes e depois sair pelas noites procurando ele em todos os caras com barbas mal feitas, ela vai.
Dê valor a quem está do seu lado hoje, diga o que sente, o quanto é importante, diga o quanto sente sua falta. Faça uma serenata na janela, escreva uma carta, mande flores e bombons. Não tenha medo do ridículo. Você não percebe que ela poderia estar em qualquer outro lugar e mes…
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Dê valor a quem está do seu lado hoje, diga o que sente, o quanto é importante, diga o quanto sente sua falta. Faça uma serenata na janela, escreva uma carta, mande flores e bombons. Não tenha medo do ridículo. Você não percebe que ela poderia estar em qualquer outro lugar e mesmo assim decidiu ficar? Não perca a oportunidade. Se gostar, demonstre. Se sentir saudade, vá visitar. Se tiver vontade, abrace. Se quiser dançar, dance. Porque a gente nunca sabe quando é a primeira vez ou a última chance.

Não tenho intenção nenhuma de viver novamente aquilo que vivemos, longe disso. Melhor mantermos aquelas lembranças boas. Depois de todo esse tempo as coisas já não são mais as mesmas. A gente mudou, cresceu, provavelmente estragaríamos tudo. Melhor não. Queria mesmo que entendes…
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Não tenho intenção nenhuma de viver novamente aquilo que vivemos, longe disso. Melhor mantermos aquelas lembranças boas. Depois de todo esse tempo as coisas já não são mais as mesmas. A gente mudou, cresceu, provavelmente estragaríamos tudo. Melhor não. Queria mesmo que entendesse que não fui o estopim do nosso fim, e que aquele papo de que eu não me importava era só da boca pra fora.

Ela nunca procurou a metade da laranja, a tampa da panela, o chinelo velho do pé torto, o queijo da goiabada, ela só queria ser uma laranja partida, panela sem tampa, chinelo sem pé e sem contar que não gostava de queijo e goiabada. Esse lance de procurar o amor da vida, não era…
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Ela nunca procurou a metade da laranja, a tampa da panela, o chinelo velho do pé torto, o queijo da goiabada, ela só queria ser uma laranja partida, panela sem tampa, chinelo sem pé e sem contar que não gostava de queijo e goiabada. Esse lance de procurar o amor da vida, não era com ela. Que brega! Provavelmente ela tropeçaria nele na rua, bateria no carro dele, furaria a fila dele no final da festa ou até derrubaria aquela bebida fedida na camisa dele, tudo sem querer. Ela nunca foi de procurar. Ela acabava de uma forma ou de outra encontrando, sem querer, literalmente. Afinal, ela nunca procurou por ele. Ela era uma graça, vivia tão leve, tão desprendida de crenças que causava inveja, quem tem aquele descuido todo com o mundo, com as pessoas, com os sentimentos? Ela, ela tinha tanta coisa ao mesmo tempo, que não tinha nada. Nada de mais. Ouviu certa vez, de um grande sábio que ela não lembra o nome, que a liberdade dela assustava. Mas e daí? Que gente medrosa! No fundo ela acredita no amor.