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Frase de Nara Juscely Minervino de Carvalho Marcelino

Mais um retrato da vida Já passava das 22 horas e eles ainda estavam lá, sujos, maltrapilhos. Um, mais esperto que o outro, devia ser o mais velho. Uns dois anos de diferença, possivelmente. O outro, mais cansado, entretanto não com menos necessidade, buscava encontrar forças naquele a quem tinha como protetor. Com eles, só a esperança de concluir o trabalho: vender os latões vazios de margarina ou manteiga que ainda restavam sobre a carroça velha, puxada por um animal não menos faminto e cansado. Podia-se perceber entre eles uma cumplicidade familiar. Aquele, o primeiro, protegia o menor como que se o quisesse livrar das amarguras do pesado serviço. Fez um sinal para que se deitasse em seu colo, mas teve seu pedido negado. Seria menos forte aquele que primeiro se entregasse ao cansaço. Eram eles, duas crianças apenas, um com dez, aproximadamente, e outro com possíveis oito anos. Vinham famintos pela avenida, sendo constantemente ameaçados pela estupidez dos motoristas que por ali passavam, fervorosos por chegarem em suas casas e se deitarem nos lençóis macios e quentes, desejo esse que os impedia talvez de ver essa discreta crueldade pueril. Os pais? Não foram flagrados. Deviam estar em casa cuidando ainda da dúzia de filhos que tentavam colocar para dormir. Não tinham tempo. Precisavam dessa ajuda. Eles iriam dormir? Sim, é certo que iriam, tão certo quanto não daria tempo de chegar em casa para relaxar. Mas... Já estão acostumados, afinal, a dormir num lugar amplo e livre - inseguro e desconfortável, é verdade -, que acolhe qualquer um que precise, sem distinção. Se já tiveram, em várias noites, o frio por companhia, nessa noite não haveriam de estranhar. Afinal, para que servem também os jornais? Melhor, porque amanhã não precisaram, ainda, vestir-se para o trabalho. Acordaram prontos, arrumados. O interessante nisso tudo é que entre esses dois jovens trabalhadores, negros e pobres, havia algo de mágico, algo capaz de mover céus e terra e tornar a todos mais humanos e fraternos. Entre eles podia-se ver cumplicidade. Entre eles podia-se ver amor.

Nara Juscely Minervino de Carvalho Marcelino

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Pensador.com

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não há nada mais Destruidor e Usurpador da alegria de viver do que alguém por em dúvida aquilo que dizemos. a nossa Verdade torna-se Insuportável para nós mesmos, deixando Desolado o nosso mais íntimo ser, não pela dúvida, mas pela Autoridade que perdemos em não sermos dignos de crença.

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SOU EU UM POUCO DE MIM Ser diferente dos outros não me torna de mim diferente. Eu gosto do que me alegra e aceito bem o que me convém, mas mudar por alguém eu não sei, pois deixar de ser eu não me faz bem, se sem mim eu não sei me encontrar e, não me achando, não encontro ninguém. Não sou bonita, não sou feia, não tenho talento algum, mas no pouco de mim que eu sou, do tudo que de pouco estou, encontro um muito de mim. Feliz, alegre ou triste, não sou bem o que você procurou, mas sou o melhor do que de mim existe.

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Riscos constantes tornam a vida excitante! mas até quanto é necessário arriscar? Ostentar momentos de prazer, de sedução e de fantasias Transformam nossa forma de ver a vida, sem dúvidas, e léva-nos a crer que Indispensável é que tudo isso aconteça. aí... chega a calmaria, o equilíbrio, a compensação da alma e aquela Nostalgia inicial cede lugar para a realização plena do espírito, e o coração, enfim, se acalma. a isso dá-se o nome de rotina? não. a isso dá-se o nome de Amor. amor puro e verdadeiro. amor que eu quero.