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Frase de cláudio Ayres

Teu desperdício o meu coração Tais são os vícios, meu riso e visão. Doar um pouco da imagem, A margem das coisas que se confundiram. E nada é tão pleno, mas sempre é tão bom, Insidiosa moldura de um frisson. E vem chegando os confrontos, os contornos, as contravenções. Olá noite serena, olá antigos tons, Volto pra dizer “até mais” Eu te encontro dormindo em paz.

cláudio Ayres

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Diálogo Íntimo Anda, o caminho é longo e o tempo curto. Gira, como espiral, como lembrança e esperança... Acho que as vi! Ambas giram (também), uma cheia de mim, a outra, em busca do que nem sei que sou. “Anda...” tem coragem, vontade e amanhecer, mas, despeça-se rápido. Não há tempo pra luto! Anda, não conhece a poesia? Então te conte, em verso, o que você não sabia e mais nada, e chore logo, também não há tempo pra dor! Compre outra chance de ser perecível, e compre com o coração. Pois, quem há de perecer? Anda, antes que o tempo mova-se. E mova-se sem você, porque não temos tempo, o tempo é que nos tem... Possessivamente, como o poeta tem a poesia e a poesia, ao poeta. Corre na madrugada, traia logo a si mesmo no primeiro cantar, com sua imensa capacidade de ser, seu mais nobre inimigo. Anda! Vai! Porque olha pro chão, não sabia voar? Não se gabou desse seu talento de louco? Anda, tenho muita presa de chegar a mim. Mas não tenha medo, sou teu espelho e você, espelho de mim. Anda, o caminho é longo, o tempo curto e a poesia, cheia de fins.