Frase de Prof. Jeferson Botelho Pereira
Quando eu morrer Não desejo homenagens tardias, pois a morte não escuta aplausos nem recolhe flores. Se algum tributo houver de existir, que seja enquanto ainda respiro, enquanto meus olhos veem e minhas mãos tocam o mundo. Não me enviem coroas — a vida não se coroa após o fim. Não proclamem grandezas quando já não posso contestá-las ou sorrir delas. Não digam que fui extraordinário, nem o melhor jurista, nem o melhor delegado, nem o melhor escritor, nem o maior professor da história. Fui, antes de tudo, humano — falível, inquieto, em permanente construção. Não batizem ruas com meu nome quando meus passos já não puderem percorrê-las. Não eternizem o que não soube ser vivido no tempo certo. Se desejam me honrar, que seja agora: no reconhecimento sincero, na palavra dita sem atraso, no gesto simples que alcança quem ainda caminha. A verdadeira homenagem não é póstuma — é presença.
Prof. Jeferson Botelho Pereira
No pensador.ai desde