Frase de Giovane Silva Santos
Censura pura Escrevi um poema e cortaram minhas mãos. Comecei a gritar e colocaram cadeados na boca. Apenas pisquei meus olhos e vendaram minha face. Foi exatamente isso que aconteceu naquele verão chuvoso. As águas levavam a esperança. Inconformado e revoltado sussurrei. Os microfones estavam ligados e a voz ditou. Foi a ignorância popular e elite boçal. Se uniram contra a mesa farta. Culparam a chuva, por isso mataram os rios. Logo percebi um futuro febril. Resolvi escrever. A censura veio perceber. Meu grito para alcançar a multidão. Percebi o povo rodopiando bobo. Estava eu sozinho. É que em geral esperamos contar com a massa. Mas a massa é manobrada pela imoralidade. E distante vem um grito solto. Alguém, a esperança no açoite. Mas por todo lado repreensão. O gado, o vaqueiro, o fazendeiro. Todos colecionando a amargura. Contra a pátria que mata fome. Censura pura. Giovane Silva Santos
No pensador.ai desde