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Frase de Onecina Alves

Eu me tranquei no banheiro. Respirei fundo. Dei meia volta e olhei fixo no espelho. Maldita seja, eu disse a mim mesma. Maldita minha aparência, maldita minha cabeça com esses pensamentos auto-destrutivos, malditas as pessoas que falam dos demais como se suas palavras fossem armas de brinquedo, que não ferem. Malditas as garotas, lindas, magras, carismáticas e livres que se permitem ser tudo e fazer o mundo crer que elas são a melhor escolha. Malditos os homens que não entendem que muitas dessas mulheres são um frasco vazio, enquanto por aí, existem tantas mulheres lindas por dentro, esperando florescer como os lírios, esperando ser descobertas, esperando ser observadas. Maldito o momento em que decidi ancorar novamente minha vida, em vez de usá-la como um meio para conseguir o que quero. Maldita minha confiança que me faz pensar que nada vai querer me prejudicar e ao final, sempre tem alguém disposto a fazer isso. Maldita a hora em que me apaixonei por homens de lixo que me deixaram quebrada em mil pedaços outra vez, como se não se importassem, como se eu não fosse humana. Maldita hora que paramos de amar a nós mesmas, e não apenas o que vemos refletido no espelho, mas também quem somos quando estamos sozinhas. Maldito o relógio que está correndo e eu aqui trancada, sabendo que tenho que voltar e não chorar, sabendo que não devo falar sobre minha vida, pois ninguém quer saber. Apenas sorrir, isso devo fazer, sorrir com essa maldita máscara que escolhi. Silêncio. Tudo está aqui, em meus olhos, esses que olho todos e ninguém, absolutamente ninguém. Ninguém vê nada.

Onecina Alves

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Onecina Alves

Há tantas mãos egoístas querendo mais e mais de mim.
Sou o fogo, a primeira faísca, sou um doce desastre, posso ser a tormenta perfeita e também posso ser o silêncio que tudo consome. Sou complicada em meus próprios termos, mas quando eu quero, posso ser tudo o que alguém deseja. Tenho minhas próprias imperfeições, estou rodeada de…
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Sou o fogo, a primeira faísca, sou um doce desastre, posso ser a tormenta perfeita e também posso ser o silêncio que tudo consome. Sou complicada em meus próprios termos, mas quando eu quero, posso ser tudo o que alguém deseja. Tenho minhas próprias imperfeições, estou rodeada de pessoas que sabem admitir que são humanas, que embora não esteja claro o que são, sabem o que querem ser, indivíduos melhores. Quando tudo me supera, em vez de ressurgir, eu afundo. Há tantas mãos egoístas querendo mais e mais de mim, quando sou apenas uma, quando sou somente essa mulher enfrentando seus medos como qualquer outra pessoa. Nunca fui boa com o esquecimento, mas sei fingir muito bem. Tenho muitas coisas em mente, muitas delas, ninguém gostaria de saber, no entanto quero que entendas que isso não faz de mim um inimigo, somente faço pra proteger-te de meus demônios. Não quero que me olhes como se eu fosse uma desconhecida, mas acredite em tudo o que você ver. Pode estar morrendo por dentro e por fora não verás nada além de um rosto sorridente e um corpo com o qual me movo como se fosse minha melhor qualidade, quando na verdade, eu só quero menos, muito menos dele. Às vezes quero menos de mim para ter algo melhor de outra pessoa.