Frase de Alice Sant'Anna
quando faltou luz ficou aquele breu e eu com as mãos tremendo morta de medo de tudo se iluminar de repente
No pensador.ai desde
quando faltou luz ficou aquele breu e eu com as mãos tremendo morta de medo de tudo se iluminar de repente
No pensador.ai desde
esses dias de tédio em que se tem tempo – tempo só se arranja quando
esses dias de tédio em que se tem tempo – tempo só se arranja quando não se tem quando sobra desse jeito a gente repete os assuntos o ônibus chega rápido e os trajetos ficam curtos – de repente readaptar-se à própria casa como foi lá? bom rever os gigantes, os mínimos dedicar a eles igual dose de carinho ou indiferença usar as roupas que ficaram meses dobradas no armário com cheiro de sachê nessas tardes sem compromisso esticadas com rolo de macarrão tudo é longo nada dura
falamos sobre o percurso até o fracasso ou sobre como falar em fracasso talvez já seja um passo adiante
falamos sobre o percurso até o fracasso ou sobre como falar em fracasso talvez já seja um passo adiante um passo adiante do fracasso o passo não sei bem em que direção
ficamos quietos por tempo demais com medo de dizer a coisa errada no telefone não tinha como saber
ficamos quietos por tempo demais com medo de dizer a coisa errada no telefone não tinha como saber se você me olhava nos olhos
um enorme rabo de baleia cruzaria a sala nesse momento sem barulho algum o bicho
um enorme rabo de baleia cruzaria a sala nesse momento sem barulho algum o bicho afundaria nas tábuas corridas e sumiria sem que percebêssemos no sofá a falta de assunto o que eu queria mas não te conto é abraçar a baleia mergulhar com ela sinto um tédio pavoroso desses dias de água parada acumulando mosquito apesar da agitação dos dias da exaustão dos dias o corpo que chega exausto em casa com a mão esticada em busca de um copo d’água a urgência de seguir para uma terça ou quarta boia e a vontade é de abraçar um enorme rabo de baleia seguir com ela