Frase de Paulo Afonso de Barros (http:www.recantodasletras.com.brpoesias4809249)
Tempo... ...tive uma conversa amistosa com o Tempo e acordamos, aceito a deleteriedade do corpo, os cabelos brancos, não importa quantos, as limitações no andar, todas as rugas no rosto, a audição, visão, tato, olfato e paladar precários, mas, preserva-me a lucidez, um mínimo de independência e autonomia, a imprescindível sensibilidade para não ferir ninguém, que possa perdoar e pedir perdão, sentir alegrias, tristezas e amor, derramando assim, espontaneamente, as lágrimas que aliviam, o completo desapego de tudo que não me fará falta na vida que se seguirá, aceitar e sofrer a indiferença sem o ser, reconhecer os velhos amigos e, por fim, que tenha a humildade, que me permita uma serena desconstrução e reconstrução a cada novo saber, até o último suspiro, ainda com todo o amor...
Paulo Afonso de Barros (http:www.recantodasletras.com.brpoesias4809249)
No pensador.ai desde