Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
AO PÉ DO OUVIDO Eu fui confidenciar, lôbrego, o meu pesar À velha lua, branca e nua, no céu viçosa Na noite acordada, supondo que ao falar Teria o trovar solto duma queixa amorosa Não quis sequer atenção, então, prestar No celeste ali estava e, ali ficava gloriosa Mas, pouco a pouco, num súbito quedar Vendo um ciciar, pôs a me ouvir cautelosa: Entre soluços e suspiros eu narrava tudo Ela comovida, pois, poética e apaixonada Tal como é, romanceou o duro conteúdo Com os olhos cheios d’água, sonhadora Compadecida desta sofrida derrocada Então, chorou comigo pela noite afora © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21 de agosto de 2020- Triângulo Mineiro paráfrase Pe. Antônio Tomás
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde