Frase de Ricardo Melo .
O VELHO POEMA. Doeu no peito! Rasgando a minh'alma! O velho Poema Em um dia de Sol. Se energizou com a luz... Anoiteceu...! Ao cair da madrugada Encontrei-me com a lua, Afinei minha grafite, Quase morrendo eu estava... Voltei ao cabeçalho, E entitulei minha escrita, Senti a dor da viola chorando comigo... Ouvia até ao amanhecer Os curiós gorjeavam... O vento gelado Zunia minha imaginação.... No solo semeado Colhi flores e muitas rosas. O som da gaita Tinindo se espraiava... Amanheci! Chorando com essa poesia.... Renasci! Nos anos que se foram Os tabus quebrados eu reconstrui, Bem longe desse mundo histórias belas vivi... Do outro lado do horizonte Senti as estrelas brilharem, Deixando o velho Poema perfumado. A voz que rasgava em mim Se misturavam com as gotas do orvalho, E em instantes não me encontro mais Usando os dedos das mãos... Eles salpicam no meu teclado ilusório.... Acho que não sou eu! Não sei mais quem sou nesse momento de escritas.... Afino minha grafite novamente, E percebo.... Opa! Como escrever com grafite E teclado de uma só vez? E algo vem a me dizer: Sou eu! Sou eu e ninguém mais! Inspiração e poesia... Poema e canção; Versos da alma e coração. Todos num só! Seus dedos são a grafite; Sua alma é inspiração.... E seu acesso a tudo isso... Tem o coração como teclado, Que bombeia letras. E nesse ciclo da vida Inspira poesias em sua imaginação... Autor Ricardo Melo.. O Poeta que Voa.
No pensador.ai desde