Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Carta aos meus doces filhos Quando eu já for velhinha Eu não serei uma velhinha comum Vocês já sabem, afinal não gosto muito de ficar quieta ou de fazer tricô Porque nunca tive paciência para tricotar Quando eu já for velhinha Não quero que se preocupem comigo Não se sintam na obrigação de visitar-me aos fins de semana Façam isso quando sentirem realmente vontade de me ver, saudades do meu abraço, do meu carinho, do meu beijo. Ou ainda quando sentirem saudades da minha comidinha. Eu estarei na companhia do vosso querido pai, o amor da minha vida. Vocês sabem que os meus olhos olham para vocês com muito orgulho Quando eu já for velhinha Quero ficar na minha casa mesmo Que seja velha como eu Vocês sabem que eu valorizo E amo a minha liberdade Quero que vocês me olhem e sintam orgulho Mas me deixem viver como eu quero Conforme a minha vontade Não pensem que sou egoísta. Meus filhos, perdoem-me Se alguma vez eu falhei com vocês Eu amei-vos e tentei amar-vos Da melhor maneira que eu soube Quando eu já for velhinha Quero muitos netos para mimá-los muito Não me critiquem se eu exagerar nos carinhos Afinal, vocês tiveram, muitos mimos, carinhos Abraços... como eu vos amo, meus amores Quando eu já for velhinha Não sintam pena de mim quando estiver fraca. Sem forças, não se sintam responsáveis por mim. Eu vivi como eu quis. Meus queridos e amados filhos da minha alma, sangue do meu sangue, do meu coração. Meus amores, vivam as vossas vidas com amor. Respeitem os outros, trilhem os vossos caminhos As vossas estradas, amem, trabalhem Tenham êxito, sejam corajosos Sonhem muito e alto Acreditem sempre em vocês E sejam muito felizes Meus amados filhos, meus grandes amores.
No pensador.ai desde