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Frase de Cleverson Modesto

Madrugadas recheadas de silêncio, com um amargo gosto na boca, uma ânsia que transita entre a gargante e o estômago ressaltando o vazio interior. A tristeza interminável na falta de algo que jamais poderá ser preenchido. É como um parto psicológico onde a criança teima em não sair, o médico não virá, e à mãe, sozinha em meio a um mar de sangue só cabe esperar o fim da dor que parece infinita. O ponteiro do relógio em uma dança sádica parece caminhar no sentido inverso fazendo o tempo esticar-se num fragmento infinito e torturante de hora. Como um mendigo, nú, segurando apenas um pedaço de cobertor caminho ao banheiro em busca de um medicamento capaz de sanar a dor que não é física, tomo um dois tantos quantos necessário for na espareça de uma reação curativa, proporcionar o sono profundo capaz de permitir chegar ao fim desta madrugada eterna que se tornou minha vida. Deito me novamente na cama, agora gelada, olhando para televisão como única companheira que dá aos meus ouvidos vozes na esperança de sentir a presença de alguém, para quando os remédios fazerem seus efeitos eu poder repousar com a sensação de que qualquer pessoa velará pelo meu sono quando ele chegar. Meu corpo mesquinho me faz levantar de forma súbita, e de joelhos no chão abraçado a privada vomito cada analgésico em meio a restos de um lanche que comi horas atrás. A dor permanecer, o tempo parece voltar, agora em meio a uma ressaca moral e um gosto amago. Escovo os dentes mas nada parece capaz de eliminar este gosto, este maldito gosto... Abro o chuveiro, tomo um banho, mais um, o terceiro nas ultimas duas horas. De olhos fechado permito que a fria acaricie meu corpo, sim, a água mesmo fria é capaz de me abraçar e me fazer sentir acompanhado só mais uma vez. Nada funciona, o tempo continua a sufoca-me, se pelo menos esse sufocar fosse capaz de me fazer repousar, mas não ele não é físico. Até me passa pela cabeça em utilizar de uma corda qualquer para tornar real e externo o nó presente na garganta, e assim novamente me entregar a um sono eterno que insiste em não chegar nunca. Olho no celular em busca de mais uma vez ter uma única mensagem de alguém a perguntar se estou bem. Alguém seja quem for, apenas um alguém dentre aqueles todos que um dia confiaram a mim suas dores, porém caíram no esquecimento quando elas passaram. Nada, nem ninguém aparece. E de todas as eternidades que busquei, a amor, a felicidade, a paz interior, um Deus e ate mesmo a morte, de todas estas a única que insiste em permanecer é a eterna dor de estar vivo em uma madruga solitária e funesta que nunca mais acabou!

Cleverson Modesto

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Às vezes, em meio ao sonho, o amor e o desejo de fazer o melhor, abrem espaço para a decepção que se fortalece em nossa fraqueza, assumindo uma nova identidade: a desilusão, o caminho certeiro que nos dá como destino final a desistência.
Um sorriso uma flor! Quando a luz do amanhecer invade o horizonte iluminando as flores do campo e alegrando os corações apaixonados. Me recordo daquela manhã em que no brilho do seu sorriso me perdi pensando o quão linda era aquela flor, que ali tão perto parecia tão longe. Me r…
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Um sorriso uma flor! Quando a luz do amanhecer invade o horizonte iluminando as flores do campo e alegrando os corações apaixonados. Me recordo daquela manhã em que no brilho do seu sorriso me perdi pensando o quão linda era aquela flor, que ali tão perto parecia tão longe. Me roubava de mim e dominava meus pensamentos, conduzindo-me por um caminho de sonhos em meio ao mais belo campo de acácia.

SINTO FALTA! Sinto falta do seu olhar penetrante, seu sorriso marcante e seu jeito simples de ser. Sinto falta das palavras amigas, dos gestos carinhosos ou simplesmente da certeza que estavas ao meu lado.
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SINTO FALTA! Sinto falta do seu olhar penetrante, seu sorriso marcante e seu jeito simples de ser. Sinto falta das palavras amigas, dos gestos carinhosos ou simplesmente da certeza que estavas ao meu lado. Sinto falta dos seus beijos, das carícias em noite fria, do abraço apertado na hora em que o medo insistia em me assombrar. Sinto falta do sim, do não, do talvez e principalmente dos conselhos exagerados. Sinto falta do simples do complexo, do início e do fim. Sinto falta do tempo em que nos seus braços eu podia me apoiar. Sinto falta do tempo em que mesmo errado via no seu olhar furioso a mais bela declaração de amor. Sinto falta dos rabiscos do cartão, que lhe entregava junto com a flor de papel crepom. Sinto falta das cobranças e das lembranças do tempo de criança. Sinto falta das palmadas, dos beliscões e puxões de orelha. Sinto falta da presença, do cheiro do perfume e do jeito simples de ser MÃE! Feliz dia das mães!